Portugal recebe a 01 de junho segunda tranche da ajuda da UE, de 4,75 mil milhões de euros

A Comissão Europeia anunciou que Portugal vai receber a 01 de junho uma segunda tranche do empréstimo ao abrigo do mecanismo europeu de estabilização financeira, no valor de 4,75 mil milhões de euros.

  • Economia
  • Publicado: 2011-05-26
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Comissão Europeia anunciou que Portugal vai receber a 01 de junho uma segunda tranche do empréstimo ao abrigo do mecanismo europeu de estabilização financeira, no valor de 4,75 mil milhões de euros.

Depois de, na terça-feira, Bruxelas, em nome da UE, ter colocado 4,75 mil milhões de euros em obrigações, com um prazo de maturidade de 10 anos, para financiar os empréstimos previstos nos programas de assistência financeira de Portugal e Irlanda – destinando 1,75 mil milhões a Lisboa e 3 mil milhões a Dublin -, hoje voltou a colocar igual montante, mas com uma maturidade de cinco anos, e destinado na íntegra a Portugal.

Com estas duas operações realizadas em dois dias consecutivos, as duas primeiras tranches da ajuda a Portugal concedidas ao abrigo do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) ficam então já processadas: 1,75 mil milhões de euros, a 31 de maio, e 4,75 mil milhões, no dia seguinte, isto já depois de o FMI já ter entregue na terça-feira 6,1 mil milhões de euros da parte que lhe cabe no pacote de ajuda.

A Comissão Europeia comentou que as duas operações, possíveis devido às condições de mercado favoráveis e forte procura por parte dos investidores, permitem assim destinar a Portugal na próxima semana estas duas primeiras tranches da ajuda, que darão ao país "uma situação de liquidez confortável", em linha com os objetivos do programa português.

As obrigações destes 4,75 mil milhões vencem a 03 de junho de 2016, a uma taxa de juro de 2,75 por cento, aponta a Comissão Europeia, justificando-se a taxa de juro inferior àquela aplicada à primeira tranche com o facto de a maturidade ser também mais reduzida.

A forte procura de investidores nesta segunda emissão veio da Europa - desta vez com Reino Unido à cabeça (17 por cento), seguido da Alemanha e Áustria (14 por cento), nórdicos (12 por cento) e França (11 por cento) -, mas também da Ásia (16 por cento) e Médio Oriente (7 por cento).

Quanto ao tipo de investidores, desta feita as obrigações seduziram especialmente os bancos centrais e instituições oficiais (36 por cento), seguidos de perto por bancos (32 por cento) e gestores de ativos (27 por cento).

Os ministros das Finanças da UE aprovaram em 17 de maio último um pacote de assistência financeira a Portugal num total de 78 mil milhões de euros durante três anos repartido em partes iguais de 26 mil milhões pelo MEEF, Fundo Europeu de Estabilização Financeira e FMI.

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