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País 28 de maio de 2011

Eleições: Alegre avisa que se o PS perder deve ir para a oposição e não ser pau de cabeleira da direita

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre defende que, se o PS perder as eleições, deverá passar à oposição, recusando ser pau de cabeleira de um Governo de direita radical, e criticou a oposição de esquerda por se enganar no adversário.

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre defende que, se o PS perder as eleições, deverá passar à oposição, recusando ser pau de cabeleira de um Governo de direita radical, e criticou a oposição de esquerda por se enganar no adversário.

A posição de Manuel Alegre - em contramão à corrente do seu partido que entende que o PS deverá colaborar num futuro executivo qualquer que seja o resultado das eleições legislativas - foi assumida no comício de Coimbra do PS, no Pavilhão da Académica, antes da intervenção final do secretário-geral dos socialistas.

“Ganhar ou perder faz parte da vida, sobretudo da vida política e o PS vai a estas eleições para ganhar, como sempre fez, ao longo da sua história na nossa democracia. Mas se perder, se for essa a vontade do povo, deve ir para a oposição. O PS não pode ser pau de cabeleira de um Governo desta direita, que é a direita mais radical que vimos desde o 25 de abril”, sustentou Alegre.

Na sua intervenção, Manuel Alegre deixou também algumas críticas à atuação política do PCP e do Bloco de Esquerda.

“Não pode haver soluções governativas de esquerda sem o PS, sempre o disse, especialmente quando tentei promover o diálogo entre as forças de esquerda, diálogo esse que não pode ser considerado um tabu. É pena que as outras forças de esquerda continuem a enganar-se de adversário”, disse, antes de acusar direita portuguesa de ser “insaciável”.

“Já não lhes chega o programa da troika. Querem mais: privatização da Caixa Geral de Depósitos, privatização das Águas de Portugal, e, sobretudo, privatização da saúde, da educação e da segurança social”, apontou.

A seguir, deixou um aviso aos eleitores que vivem apenas com os rendimentos do seu trabalho.

“Deixem que vos pergunte - se a direita ganhar, quem vai ser mais castigado: serão os trabalhadores (com a baixa dos salários, o aumento da precariedade e a privatização de serviços públicos essenciais) ou aqueles vinte gestores que, segundo um relatório da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), têm, sozinhos, mais de mil lugares de administração em empresas nacionais, recebendo em média 297 mil euros por ano?”, questionou.

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