Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ministro da Administração Interna disse hoje que o dispositivo de combate a fogos florestais para este ano foi criado para "garantir a segurança, com o menor desperdício possível", reagindo às críticas sobre a falta de meios.
O ministro da Administração Interna disse hoje que o dispositivo de combate a fogos florestais para este ano foi criado para "garantir a segurança, com o menor desperdício possível", reagindo às críticas sobre a falta de meios.
"Todos estão de acordo para que haja disciplina e rigor nas finanças públicas, e dizem esforço e contenção sim, mas noutro setor. Se todos raciocinássemos assim, não havia rigor nem racionalização financeira", disse à Lusa Rui Pereira.
"Todos temos de fazer a nossa parte, que em matéria de segurança e proteção civil é não enfraquecer o país nesta área, mas evitar qualquer desperdício", vincou.
Apesar de um "grande esforço de racionalização" que foi feito, e que teve como objetivo "fazer o mesmo, se possível com menos dinheiro", o ministro garante que os meios existentes "são adequados para enfrentar com êxito os fogos florestais".
Rui Pereira reconhece que existe um número "levemente inferior" de meios aéreos, mas realça que estes meios são "mais eficazes", referindo-se aos aviões anfíbios que "se abastecem com mais regularidade e podem fazer um trabalho mais eficaz".
O governante, que falava em declarações à margem das comemorações do Dia do Bombeiro Português, que decorreram hoje em Aveiro, deixou ainda uma palavra para Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses desde 2000, que vai deixar este organismo, após as eleições marcadas para outubro.
"Foi um grande prazer trabalhar consigo como presidente da Liga. Tem feito um trabalho verdadeiramente notável sempre em defesa, sem nenhuma hesitação, dos bombeiros portugueses, mas um trabalho sempre leal no diálogo com o Governo", afirmou, desafiando-o para que continue a servir Portugal e a causa da proteção civil.
Questionado sobre o caso do comandante operacional nacional da Proteção Civil, Paulo Gil Martins, que está suspenso preventivamente de funções desde março, por suspeita de desvio de verbas no organismo, Rui Pereira limitou-se a dizer que está a decorrer um processo disciplinar pela Inspeção-Geral da Administração Interna.
"Como sabem, e sem ironia, Portugal é um estado de direito, em que não é o ministro que desenvolve nem os processos judiciais nem disciplinares. O processo disciplinar está a ser desenvolvido pela Inspeção-Geral da Administração Interna, que é chefiada por um juiz conselheiro e que tem autonomia, e qualquer processo judicial é conduzido com toda a independência pelos tribunais", declarou.
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