Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A caravana do Bloco desce hoje pela última vez ao Sul, com a tradicional arruada na baixa lisboeta como ponto alto, com Grécia e Irlanda a marcar o discurso de Louçã que alerta para a inevitabilidade da renegociação da dívida.
No comício de segunda-feira do Bloco de Esquerda em Coimbra – onde o cabeça de lista, José Manuel Pureza, afirmou que o partido “não quer menos do que governar o país” – as atenções estiveram centradas na situação grega e irlandesa, com os avisos à navegação sobre aquilo que poderá acontecer a Portugal.
O coordenador do Bloco de Esquerda afirmou que a troika fez “anunciar que está com receio que as metas do memorando não sejam cumpridas”, acrescentando que “até houve uma televisão que interpretou isto dizendo que os partidos deviam nomear um alto-comissário”.
“Eles podiam não se entender sobre quem é mais alto mas que têm comissários e nós sabemos os nomes deles. Os comissários já estão nomeados: chamam-se José Sócrates, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas”, sublinhou.
Mas Louçã deixou ainda críticas ao PS e aos PSD, afirmando que eles estão “emboscados” um com o outro e que não falam dos problemas do país nem do acordo que assinaram com a troika.
“O PS só existe para comentar o PSD e o PSD só existe para comentar o PS”, atirou segunda-feira.
Depois de Coimbra, o Bloco chega hoje, pela última vez, aos distritos de Lisboa e Setúbal, começando o dia com uma visita à Escola Secundária Marques de Pombal.
Depois do almoço, está marcada uma visita à Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, seguida pela tradicional descida do Chiado, com início às 17:30.
O décimo dia de campanha termina com um comício no Barreiro.
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