Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral comunista pediu ontém à noite a eleição do segundo deputado por Braga num Theatro Circo repleto no primeiro comício político ali realizado após anos de oposição do Governo Civil local.
O secretário-geral comunista pediu ontém à noite a eleição do segundo deputado por Braga num Theatro Circo repleto no primeiro comício político ali realizado após anos de oposição do Governo Civil local.
Com a organização do comício a afirmar que distribuiu “cerca de mil” ingressos, à hora marcada para o início das intervenções havia mais de uma centena de apoiantes à porta do teatro, cuja direção recusava deixar entrar mais pessoas.
Dos degraus da entrada, Jerónimo falou para os que ficaram à porta, assinalou que “se fosse outra força política qualquer, entravam todos” e pediu para “ninguém arredar pé”.
“Vai à varanda, Jerónimo!”, pedia um apoiante. Mas o secretário-geral tinha um comício para fazer e já se ia fazendo tarde, por isso, prometeu voltar.
Depois de anos a pedir para fazer comícios no Theatro Circo e de ver o Governo Civil local recusar com o fundamento de se tratar de património, a CDU agiu legalmente e hoje o Tribunal Constitucional decidiu a favor dos comunistas, segundo a organização da campanha.
Perante uma plateia e camarotes repletos, Jerónimo entusiasmou-se e pediu mais votos na CDU para tentar o “sonho possível” de eleger mais um deputado por Braga, um distrito “tão flagelado pela política de direita”.
“O desemprego e a ruína dos pequenos e médios comerciantes e empresários” não foram “maldição da Senhora do Sameiro” mas “obra dos partidos políticos que exerceram o poder”, afirmou.
Jerónimo de Sousa deu as instruções para os militantes tentarem conquistar mais votos junto de amigos, colegas de trabalho ou familiares.
“Tu que recebes uma miséria de reforma, de 200 ou 300 euros, sabes que [PS, PSD e CDS-PP] querem congelar a tua reforma?” foi uma das perguntas do “guião” do secretário-geral para os militantes.
Mesmo que cheguem ao governo, seja em que combinação de forças, os três podem contar com “resistência” às medidas que vão aplicar ao abrigo do acordo de ajuda financeira externa, “mesmo daqueles que votaram neles”, vaticinou Jerónimo de Sousa.
Quando o comício terminou, os militantes que ficaram à porta tinham mesmo arredado pé e não restavam mais de três dezenas.
Mas Jerónimo tinha-a fisgada na varanda e acabou por falar para “centenas”, as mesmas que o tinham ouvido minutos antes dentro do teatro e que acabaram por ter um comício a dobrar.
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