Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Comissão Nacional do PS reúne-se hoje para marcar a eleição direta do novo líder e também o congresso extraordinário, depois de o atual secretário-geral José Sócrates ter anunciado domingo que deixaria a liderança do partido
A Comissão Nacional do PS reúne-se hoje para marcar a eleição direta do novo líder e também o congresso extraordinário, depois de o atual secretário-geral José Sócrates ter anunciado domingo que deixaria a liderança do partido.
Na ordem de trabalhos da Comissão Nacional do PS, à qual a agência Lusa teve acesso, refere-se que a reunião deverá proceder à marcação da data do XVIII Congresso Nacional (ponto dois); à apresentação, discussão e votação do regulamento para a eleição do secretário-geral e do regulamento para a eleição de delegados ao congresso (ponto três); e à eleição da Comissão Organizadora do Congresso (ponto quatro).
Em sentido contrário a esta metodologia, no domingo à noite, a maioria dos membros do Secretariado Nacional inclinou-se para separar por pelo menos dois meses os processos da eleição direta do sucessor de José Sócrates no cargo de secretário-geral, que seria em julho, da marcação do congresso extraordinário, que passaria para setembro ou outubro.
No entanto, de acordo com fontes da direção do PS, essa separação foi “vivamente contestada por vários setores do partido”, porque obrigaria o novo líder eleito em julho a submeter a sua equipa de direção (Secretariado Nacional) aos votos da Comissão Nacional cessante, com uma ampla maioria de membros ainda escolhidos por José Sócrates.
O dirigente socialista António José Seguro deverá formalizar a sua candidatura à liderança do PS nos próximos dias, enquanto Francisco Assis está num processo de reflexão sobre uma eventual entrada na corrida à liderança.
De acordo com elementos próximos de António José Seguro, aguarda-se apenas “a definição das regras do jogo” na sequência da Comissão Nacional de hoje à noite para que se avance para o anúncio da candidatura ao lugar de secretário-geral.
Ao contrário de António José Seguro, que conhece em detalhe quem o apoia em cada federação distrital, o líder cessante do Grupo Parlamentar do PS está dependente das “tropas” da atual linha dominante e, sobretudo, das do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
O secretário-geral do PS, José Sócrates, anunciou domingo que regressaria à condição de militante de base na sequência dos resultados das legislativas, em que o PS foi derrotado.
O PSD venceu as eleições legislativas de domingo com 38,6 por cento, elegendo 105 deputados, o PS obteve 28 por cento (73 deputados), o CDS-PP 11,7 por cento (24 deputados), o PCP 7,9 por cento (16 deputados) e o Bloco de Esquerda 5,2 por cento (oito deputados). Faltam ainda apurar os quatro deputados pelo círculo da emigração.
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