Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O cavalo lusitano vai estar no centro de um congresso internacional agendado para o início de julho em Lisboa e que vai analisar temáticas relacionadas com o passado, o presente e o futuro da raça.
O cavalo lusitano vai estar no centro de um congresso internacional agendado para o início de julho em Lisboa e que vai analisar temáticas relacionadas com o passado, o presente e o futuro da raça.
O presidente da Associação do Puro Sangue Lusitano (APSL), Luís Vinhas, disse à agência Lusa que este será o primeiro congresso internacional dedicado à raça, contando com a participação das várias associações de criadores espalhadas pelo mundo.
Segundo o responsável, a primeira parte do congresso será destinada à apresentação de estudos sobre a origem da raça e a forma como se expandiu pelo mundo, uma “arqueologia genética” que parte da análise do DNA dos animais que estiveram na origem do lusitano, algures entre os mares Cáspio e Negro.
Depois, serão debatidas questões relacionadas com os vários “usos” do cavalo lusitano, desde o turismo, à tauromaquia, à equitação artística e à ‘dressage’, culminando o congresso com perspetivas sobre o futuro.
Ao congresso, que se realiza na Torre do Tombo, a 05 e 06 de julho, segue-se, de 07 a 10, o Festival Internacional do Cavalo Lusitano, que regressa às instalações da Sociedade Hípica Portuguesa, disse o presidente da APSL.
Luís Vinhas referiu o enorme potencial de uma raça que começa a marcar presença um pouco por todo o mundo, sobretudo pelas suas características para o ensino.
A direção a que preside desde março vai dar continuidade ao projeto de aliar o cavalo puro sangue lusitano a outros produtos de excelência nacionais, igualmente exportadores, como a cortiça, o vinho e o azeite.
O anterior presidente da APSL, Miguel Campilho, disse à Lusa que o objetivo deste projeto é “levar a conhecer o cavalo lusitano ao mundo”, acreditando que “uma promoção em conjunto, programada e pensada” permitirá, no futuro, a associação de outros produtos de excelência do mundo rural português.
Agora a tomar conta da pasta, Luís Vinhas não esconde o entusiasmo pelo “trabalho fascinante” que tem pela frente, nomeadamente, pelo potencial que o cavalo lusitano apresenta no mercado externo, sobretudo nos países emergentes, mas também na Europa.
“Há quatro milhões de cavalos praticantes na Alemanha. Muitas crianças terão apetência para cavalos mais dóceis, mais rústicos, mais baratos de manter”, exemplificou, referindo ainda a vontade chegar a mercados como a Rússia, para onde criadores franceses do lusitano já exportam, ou a China.
A inscrição da equitação de trabalho (modalidade em que Portugal é campeão do mundo) na Federação Equestre Internacional é outra pasta que Luís Vinhas herda e que abre caminho à entrada nos Jogos Olímpicos.
Apesar de o mercado interno não atravessar o melhor momento, o representante tem esperança de que acabe por ser “puxado” pelo crescimento que já se está a registar noutros países, nomeadamente europeus.
Segundo o responsável, o número de criadores inscritos na associação tem vindo a crescer, sendo atualmente de 456.
Com um efetivo total de duas mil éguas produtoras em todo o mundo (cerca de mil em Portugal, 600 no Brasil, 200 em França e as restantes no México, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos da América), existem 17 associações de criadores do puro sangue lusitano.
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