Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Bruno Pais, que representou Portugal em duas edições de Jogos Olímpicos, vai enfrentar em 2015 um novo desafio no triatlo longo, ainda sem contar com apoios financeiros.
Bruno Pais, que representou Portugal em duas edições de Jogos Olímpicos, vai enfrentar em 2015 um novo desafio no triatlo longo, ainda sem contar com apoios financeiros.
“Infelizmente, é uma realidade que estou a tentar contornar. A verdade é que vou iniciar a minha participação internacional sem um único apoio a nível financeiro. Vou ao México com tudo pago por mim, avião, inscrição, hotel, alimentação, transporte da bicicleta e até os ténis com que corro foram comprados por mim. Tenho duas filhas e este dinheiro saiu do orçamento familiar”, explicou Bruno Pais, em entrevista à agência Lusa.
O triatleta, de 33 anos, sagrou-se vice-campeão europeu de triatlo longo em 2014 e decidiu dedicar-se inteiramente a esta vertente da modalidade, tendo como a primeira prova agendada para o próximo domingo, em Monterrey, no México, com o intuito de se “superar constantemente”.
“Cumpri o sonho de representar Portugal em dois Jogos Olímpicos, mas agora senti que precisava de um novo desafio. Acho que chegou a hora de dar vitórias ao meu país numa distância mais longa e onde eu me sinto mesmo muito bem. Quanto aos Jogos Olímpicos, tenho a certeza de que Portugal estará muito bem representado no Rio de Janeiro”, referiu.
Bruno Pais ambiciona “voltar a lutar pelo pódio no Campeonato da Europa de triatlo longo” e “ficar nos dez primeiros” do Mundial organizado pelo Ironman 70.3, em agosto, assim como “revalidar o título de campeão nacional”, que já conquistou por sete vezes.
No entanto, para concretizar estes objetivos e até disputar estas competições, o triatleta natural do Fundão reconheceu que “está dependente dos apoios que consiga arranjar”.
“Por exemplo, para estar no Mundial de Ironman 70.3 tenho de pontuar nas provas internacionais, se não tiver dinheiro para ir a essas provas, não vou ter oportunidade de estar no Mundial. A verdade é que eu compito com atletas que não têm de preocupar-se com estas coisas. Nos outros países, eles concentram-se só no treino porque depois as empresas associam-se a eles para chegarem aos consumidores”, explicou.
Nesse sentido, Bruno Pais está a tentar cativar patrocínios e tentar tornar-se embaixador de empresas portuguesas onde pretende competir, em países como México, Estados Unidos, Brasil, Espanha, Itália e Luxemburgo, entre outros.
“A minha ideia é levar para as cidades onde vou competir, especialmente na Europa, os nossos melhores produtos, as nossas melhores empresas. Seria muito interessantes, por exemplo, estacionar uma carrinha-cozinha no centro dessas cidades e apresentar o nosso pastel de nata, as cerejas do fundão, as nossas frutas, queijos, enchidos, azeite, café, conservas, etc. Já tenho a carrinha, preciso é que as empresas venham comigo”, sublinhou.
Em 2014, após terminar o Europeu na segunda posição, Bruno Pais lamentou a falta de apoios nessa sua deslocação, mas confia agora que a posição da Federação de Triatlo de Portugal (FTP) seja diferente: “Estou certo de que vou contar com apoio da FTP este ano. A federação não irá negar apoio a um vice-campeão da Europa”.
Bruno Pais, além do 17.º e 41.ºs lugares em Pequim2008 Londres2012, respetivamente, conta ainda no seu historial com o triunfo no Ironman 70.3 em Budapeste e o título europeu de sub-23, em 2004.
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