Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Paulo Gil Martins, que estava suspenso de funções por decisão do ministro da Administração Interna, abandonou o cargo no dia 3 deste mês, anunciou hoje a tutela.
O comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Paulo Gil Martins, que estava suspenso de funções por decisão do ministro da Administração Interna, abandonou o cargo no dia 3 deste mês, anunciou hoje a tutela.
"A seu pedido, cessou funções no dia 3 de junho de 2011 o comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Paulo Gil Martins. Continua a exercer essas funções, em regime de substituição, o licenciado Vítor Norberto de Morais Vaz Pinto", refere uma curta nota do gabinete do ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
No dia 04 de março deste ano, o Ministério da Administração Interna (MAI) confirmou que foi "suspenso preventivamente" o comandante operacional nacional da Proteção Civil, Paulo Gil Martins, por despacho do ministro Rui Pereira.
Em comunicado, o MAI adiantou na altura que a decisão de suspender Gil Martins resultou de uma "proposta da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), no âmbito de processo disciplinar em curso".
O Comando Nacional de Operações de Socorro, que Gil Martins dirigiu durante vários anos, é a principal estrutura operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, que é presidida pelo general Arnaldo Cruz.
O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa está a investigar o alegado desvio de verbas na ANPC, em que estará envolvido Gil Martins.
Contactado pela agência Lusa sobre o ponto da situação deste inquérito, o DIAP referiu apenas que a investigação prossegue os seus trâmites e que está em segredo de justiça.
O semanário Expresso noticiou em novembro passado que Gil Martins está a ser investigado pelo alegado desvio de 100 mil euros entre os anos de 2007 e 2008.
Gil Martins foi também alvo de um inquérito interno na ANPC, que levou à abertura de um processo disciplinar na IGAI.
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