Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
País 16 de junho de 2011

Novo Governo: Passos Coelho alerta para "grandes dificuldades", mas promete tentar acelerar regresso aos mercados

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O primeiro-ministro indigitado, Passos Coelho, alertou hoje os portugueses que os esperam "grandes dificuldades nos próximos anos", mas prometeu fazer tudo para recuperar a confiança e acelerar o regresso de Portugal aos mercados.

O primeiro-ministro indigitado, Passos Coelho, alertou hoje os portugueses que os esperam "grandes dificuldades nos próximos anos", mas prometeu fazer tudo para recuperar a confiança e acelerar o regresso de Portugal aos mercados.

No final da cerimónia de assinatura do acordo político de governação entre PSD e CDS-PP, num hotel de Lisboa, Passos Coelho frisou a importância de recuperar a confiança interna e externa em Portugal e afirmou que o seu Governo vai "dar o exemplo" e vai procurar "surpreender" no cumprimento do programa de ajuda externa.

"Como sabem, precisaremos de regressar ao mercado daqui a dois anos. Faremos tudo para que esse regresso aos mercados seja ainda mais rápido", disse.

De acordo com o presidente do PSD, a ação do futuro Governo, "apostando na transparência, na abertura total do país a uma economia que é global e, ao mesmo tempo, apresentando mais resultados do que palavras", vai criar "condições de regresso da confiança dos mercados e de toda a comunidade internacional em Portugal".

Na sua intervenção, Passos Coelho apontou como tarefa do próximo Governo não apenas para cumprir o programa de ajuda externa, mas também fazer "todas as transformações relevantes em matéria económica e social" necessárias para evitar novos pedidos de ajuda.

Segundo o primeiro-ministro indigitado, Portugal precisa de "reformar verdadeiramente as suas estruturas económicas, garantir a mobilidade social e, ao mesmo tempo, ajudar aqueles que mais precisam" e o acordo político hoje assinado abre caminho a essa mudança, dando início a "um novo ciclo", porque os portugueses assim "escolheram" nas eleições de 5 de junho.

"Vivemos com grandes dificuldades, iremos viver com grandes dificuldades nos próximos anos", fez questão de dizer Passos Coelho.

O próximo Governo vai governar para "resolver esses problemas num espírito de mobilização de todo o país", mas para isso "é indispensável a recuperação da confiança e da credibilidade", acrescentou.

"O trabalho que temos pela frente é talvez o mais exigente que Portugal alguma vez conheceu desde 1975. Nós temos absoluta consciência de que nos propomos governar um país que chegou ao limite, quase à exaustão da paciência relativamente às expectativas que foram sendo frustradas ao longo dos anos. Sabemos, portanto, que temos uma grande responsabilidade em cima de nós", reforçou.

Quanto ao conteúdo do acordo com o CDS-PP, Passos Coelho considerou que é um "bom augúrio" para o trabalho do Governo e que "houve um comprometimento absoluto em encontrar as melhores fórmulas, as melhores soluções e as melhores ideias".

O sentido das negociações foi o de "abrir o programa eleitoral do PSD, que foi o mais sufragado, às propostas do CDS-PP", referiu.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!