Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O independente Fernando Nobre vai hoje a votos para o cargo de presidente da Assembleia da República, por proposta do PSD, correndo o risco de falhar a eleição, que exige uma maioria de 116 votos favoráveis.
O independente Fernando Nobre vai hoje a votos para o cargo de presidente da Assembleia da República, por proposta do PSD, correndo o risco de falhar a eleição, que exige uma maioria de 116 votos favoráveis.
A candidatura do independente Fernando Nobre não reúne apoios, pelo menos declarados, nos restantes partidos, incluindo o CDS-PP, parceiro de coligação do PSD, e os sociais-democratas têm apenas 108 dos 230 lugares do Parlamento.
As eleições do presidente e da restante Mesa da Assembleia da República, que são feitas por voto secreto, estão marcadas para hoje, na parte da tarde da primeira sessão plenária da XII Legislatura.
No caso do PS, decorre neste momento um processo de disputa da liderança interna, entre António José Seguro e Francisco Assis, ambos deputados, e a direção cessante decidiu por dar indicação aos 74 membros da bancada socialista para que votem contra a candidatura de Fernando Nobre.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, já se veio demarcar desta decisão do seu partido, dizendo que se fosse deputado votaria a favor de Nobre por ser uma praxe parlamentar eleger o candidato proposto pelo partido mais votado.
O CDS-PP tem nesta legislatura 24 deputados, que juntamente com os eleitos pelo PSD formam uma maioria absoluta de 132 deputados. A CDU (PCP/PEV) tem 16 e o BE 8.
Hoje à tarde, o Parlamento vai também eleger os vice-presidentes, secretários e vice-secretários da Mesa da Assembleia da República.
Para vice-presidente, o PSD vai voltar a propor para Guilherme Silva e o PCP António Filipe. O CDS-PP não divulgou ainda o seu candidato, enquanto o PS pondera propor Ferro Rodrigues.
Nos últimos 20 anos, tem havido apenas um candidato a presidente da Assembleia da República, proposto pelo partido mais votado nas legislativas, e não houve nenhuma eleição falhada.
Se nenhum dos candidatos a presidente da Assembleia obtiver uma maioria absoluta de 116 votos a favor, o Regimento estabelece que se procede de imediato a uma segunda votação, à qual concorrem os dois candidatos mais votados que não tenham retirado a candidatura. Se nenhum candidato for eleito, é reaberto o processo.
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