Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Cidadãos portugueses e espanhóis do grupo Rede do Tejo colocaram duas faixas, em Portugal e em Espanha, contra a retenção das águas deste rio em território espanhol, que leva à falta de caudal nas zonas ribeirinhas portuguesas.
Cidadãos portugueses e espanhóis do grupo Rede do Tejo colocaram duas faixas, em Portugal e em Espanha, contra a retenção das águas deste rio em território espanhol, que leva à falta de caudal nas zonas ribeirinhas portuguesas.
Uma das faixas foi colocada em Bolarque, em Espanha, "por cima dos tubos que sugam a água do Tejo, que assim inicia o seu caminho artificial até ao Levante espanhol, e em Cedilho (Portugal), na própria estrutura da barragem onde as águas são retidas para produzir energia hidroeléctrica".
Nas faixas, onde se lê "Vida ao Tejo. Não aos transvases”, o movimento Rede do Tejo, que agrupa mais de 70 organizações em defesa do rio Tejo, pretende protestar contra a falta de caudal do rio, salientando que “o rio que passa por Aranjuez, Toledo, Talavera de la Reina, Cedilho, Vila Velha de Ródão, Abrantes, é uma corrente nauseabunda de águas poluídas”.
Quando colocou as faixas, a Rede leu um manifesto no qual assinala que não aceita a lei do transvase Tejo – Segura, "anterior à instauração da democracia em ambos os países, que condena a bacia do Tejo a um subdesenvolvimento social e económico, que apenas beneficia as grandes multinacionais hidroeléctricas e os interesses económicos e especulativos criados em Múrcia e Alicante”.
"De igual modo, não aceitamos um acordo como a Convenção de Albufeira, que estabelece que cheguem a Portugal apenas as 'sobras' do Tejo vindas de Espanha, ou aquele que as hidroeléctricas decidem disponibilizar em cada momento”, destaca a associação.
Segundo a associação Rede do tejo, estas acções comemoram a grande manifestação que reuniu em Talavera de la Reina 40.000 pessoas em 20 de Junho de 2009 "exigindo um rio limpo, com caudal e sem transvases que deverá ser incluído no projecto de Plano da Bacia do Tejo que já tem dois anos de atraso".
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