Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A aldeia de Dominguizo, no concelho da Covilhã, vai homenagear com uma feira durante o fim de semana os farrapeiros, pioneiros da reciclagem, mas que a faziam como forma de subsistência.
A aldeia de Dominguizo, no concelho da Covilhã, vai homenagear com uma feira durante o fim de semana os farrapeiros, pioneiros da reciclagem, mas que a faziam como forma de subsistência.
Na aldeia vivia o maior núcleo de negociadores de resíduos, que recolhiam restos de tecidos, metais e outras matérias, que depois vendiam “às fábricas da Covilhã e outras da região Centro”, explica José Matos, um dos organizadores do certame.
A atividade teve o ponto alto na segunda metade do século passado e desapareceu “quase por completo” há cerca de dez anos.
Quem vive na aldeia, hoje coleciona histórias de antepassados que andavam de terra em terra em busca dos resíduos e foram “os primeiros a exercer a atividade de reciclagem”.
José Matos reconhece que na altura “ainda não havia preocupações ambientais, o objetivo era a subsistência, mas já a faziam [a reciclagem] sem saber”.
Este fim de semana, o Dominguizo organiza a segunda edição da Festa dos Farrapeiros, com animação musical, tasquinhas e um espaço museológico que recorda a tradição daquelas figuras.
Em estudo está a possibilidade de criação de um espaço museológico sobre a atividade, admite José Matos.
Ao todo, a aldeia vai ser animada com 30 barraquinhas onde não vão faltar velharias e artesanato, num certame que os organizadores acreditam “ter pernas para continuar nos próximos anos”.
A organização é da Junta de Freguesia do Dominguizo.
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