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País 26 de junho de 2011

António José Seguro diz que Passos Coelho “está a começar mal” e que “escolheu mal o caminho”,

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O candidato à liderança do PS António José Seguro criticou, em Leiria, o primeiro-ministro por anunciar que Portugal precisa de um novo plano de austeridade.

O candidato à liderança do PS António José Seguro criticou hoje, em Leiria, o primeiro-ministro por anunciar que Portugal precisa de um novo plano de austeridade.

Perante um encontro com militantes e simpatizantes socialistas, o candidato a secretário-geral do PS disse que o primeiro-ministro “está a começar mal” e que “escolheu mal o caminho”, numa referência às declarações de Pedro Passos Coelho, que revelou em Bruxelas na sexta-feira que na próxima semana o Governo anunciará um pacote de medidas essenciais no quadro do programa de reformas, admitindo que possam ser decididas medidas adicionais.

Segundo António José Seguro, o país “precisa de projetos e programas que possam colocar Portugal a crescer economicamente”, o que, na sua opinião, não sucede com a austeridade.

“Sabemos que austeridade conduz precisamente a uma diminuição do nosso crescimento e a uma contração da nossa economia”, referiu o candidato socialista, ao sublinhar que o “caminho não é mais austeridade”, mas “incentivo naquelas áreas do aparelho produtivo nacional que podem criar riqueza”.

O candidato socialista alertou ainda que o memorando não é a salvação da economia de Portugal: “Esse memorando serve para financiar a economia, mas há uma margem enorme que temos de aproveitar para poder ajudar a colocar Portugal numa rota sustentável económica”, salientou.

Tecendo críticas à chanceler alemã Angela Merkel, que acusou de virar as costas aos restantes países, António José Seguro também apontou o dedo ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

“Gostaria de ter na Europa um líder que tratasse todos os europeus por igual e que fosse capaz de chamar a atenção dos egoísmos nacionais que, neste momento, estão a matar o projeto europeu”, disse.

Um dos exemplos que apontou foi o preço das taxas de juro para financiar os países em dificuldades.

O candidato considera que “se fosse a União Europeia a ir ao mercado e a financiar-se, tratando da dívida conjunta dos países que necessitam desse financiamento, naturalmente permitiria uma negociação das taxas de juro mais favoráveis para esses países”.

Por isso, na moção que irá apresentar ao Congresso, António José Seguro defende que o PS “esteja na primeira linha da construção de um outro projeto europeu, mais solidário”.

António José Seguro salientou ainda que fará uma oposição “responsável, construtiva e positiva”.

Sempre que discordar do Governo apresentará “uma proposta alternativa”, garantiu, afirmando que não quer “chegar a primeiro-ministro quando este Governo apodrecer”, mas sim “em nome de uma proposta política alternativa”.

Ao frisar que é um “candidato livre”, António José Seguro garantiu que a sua candidatura “não foi cozinhada em qualquer corredor do poder em Lisboa”, mas “nasceu das bases para o topo e é nas bases que ela se funda”.

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