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País 7 de julho de 2011

PSP: Em cada dez polícias, um é mulher

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Em cada dez polícias, um é mulher. Elas são agentes, chefes e oficiais e estão em vários cargos, faltando apenas vê-la nos grupos mais “musculadas”, como o Corpo de Intervenção (CI) e Grupo de Operações Especiais (GOE).

Em cada dez polícias, um é mulher. Elas são agentes, chefes e oficiais e estão em vários cargos, faltando apenas vê-la nos grupos mais “musculadas”, como o Corpo de Intervenção (CI) e Grupo de Operações Especiais (GOE).

Para homenagear a presença das “senhoras” na Polícia de Segurança Pública (PSP), esta força policial inaugura hoje a exposição “Os polícias de saia e salto alto” no Pavilhão de Portugal, evento que contará com a presença da mulher do Presidente da República, Maria Cavaco Silva.

Dos cerca de 22 mil elementos que compõem a PSP, 2.189 são mulheres, que desempenham cargos como agentes, chefes e oficiais de polícia.

O porta-voz da PSP, Paulo Flor, disse à agência Lusa que há mulheres à frente do departamento de formação, no comando da quarta divisão do Comando Metropolitano de Lisboa e como diretoras de divisão na direção nacional, além de várias comandantes de esquadras em todo o país.

Na Unidade Especial de Polícia (UEP), as mulheres estão no Corpo de Segurança Pessoal, mas não existe “senhoras fardadas” no CI, GOE, Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo e Grupo Operacional Cinotécnico.

Paulo Flor adiantou que há mulheres que se candidatam a estas valências da UEP, principalmente ao CI e GOE, mas não conseguem passar da primeira fase dos testes.

As primeiras mulheres chegaram à PSP em 1930, sendo na altura apenas 10 e tinha funções de cariz social. Segundo a Polícia, desempenhavam tarefas de assistência e de vigilância a mulheres e crianças.

A primeira incorporação de mulheres aconteceu em 1972, quando entraram para a PSP 273 e as suas funções alargaram-se ao trânsito e, além de Lisboa, começaram a trabalhar em Coimbra e no Porto.

Desde então, as mulheres concorrem à PSP livremente, seja através da frequência do curso de agente na Escola Prática de Polícia ou de oficial no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.

No entanto, segundo os sindicatos da Polícia, ainda há um longo caminho a percorrer na igualdade plena entre homens e mulheres na PSP.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) considera que ao nível do equipamento “há enormes carências”, como a inexistência de coletes balísticos adequados às mulheres.

Também nas esquadras da PSP, a situação das mulheres é “desfavorável”, tendo em conta a inexistência de espaços básicos adequados, como as casas de banho ou os espaços para vestir e despir a farda.

José Mendes, da ASPP/Lisboa, disse à Lusa que muitas esquadras “não têm as condições” necessárias para as mulheres mudarem de roupa, levando a que muitos comandantes “improvisem” instalações para colmatar esta necessidade.

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