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País 9 de julho de 2011

Censos 2011: Autarca da Covilhã levanta suspeitas sobre "muitos" pares

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), anunciou ontem que o município vai pedir esclarecimentos ao Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre os Censos 2011 e denunciou pressões de autarcas junto de quem os realizou.

O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), anunciou ontem que o município vai pedir esclarecimentos ao Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre os Censos 2011 e denunciou pressões de autarcas junto de quem os realizou.

Carlos Pinto falava durante a reunião da assembleia municipal local, depois de comparar os resultados entre concelhos e levantar dúvidas sobre os números da capital de distrito, Castelo Branco.

Segundo os Censos 2011, nos últimos dez anos a população residente em Castelo Branco cresceu meio ponto percentual para 56.033 pessoas, enquanto na Covilhã caiu cinco por centro para 51.770 pessoas.

Depois de fazer comparações e levantar dúvidas, Carlos Pinto fez a denúncia: “Eu não chamei ao meu gabinete quem fez os censos antes de os mandarem para o INE. Mas sei de muitos presidentes de Câmara que chamaram”, referiu, com base em “testemunhos dos próprios diretores de serviço”.

Carlos Pinto deu exemplo de perguntas que terão sido dirigidas pelos presidentes de câmara a quem fez o trabalho, tais como “que números aí têm? Como vão tratar os presentes e ausentes?”, referiu.

Questionado no final da reunião pela Agência Lusa, o autarca não quis concretizar a acusação: “Não quer que diga os nomes. É uma questão que me diz respeito e a informação guardo-a para mim”.

Referiu apenas que “foram autarcas”.

O município põe em causa o trabalho de campo dos censos em Castelo Branco pelo facto de “a população residente [56.033] ser superior à população presente [55.587]”, como a autarquia assegura em comunicado.

Segundo o documento, “é legítimo questionar se o trabalho de campo em Castelo Branco aplicou os mesmos métodos da Covilhã ou se não terá seguido o pressuposto errado de considerar todos os indivíduos recenseados como residentes, nomeadamente a população estudantil”.

Caso contrário, ironiza-se com a menção da hipótese de “uma saída massiva de Castelo Branco” no momento censitário.

Durante a reunião da assembleia municipal, o autarca acrescentou “saudar que outros concelhos cresçam: fico muito feliz que Castelo Branco tenha desenvolvimento, mas não deixo que minimizem o que nós conquistámos”.

Segundo o município, “está em causa a credibilidade destes censos”, admitindo “outras formas de atuação que visem apurar e repor a verdade, sem manipulações e influências a ela estranhas”.

A Agência Lusa tentou confrontar o presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão (PS), sobre o assunto, mas o autarca esteve incontactável.

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