Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
José Gonçalves (Caja Rural) prolongou a sua série vitoriosa, ao impor-se no atribulado final da segunda etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela em ciclismo, agora liderado pelo italiano Luca Wackermann (NASR-Dubai).
José Gonçalves (Caja Rural) prolongou a sua série vitoriosa, ao impor-se no atribulado final da segunda etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela em ciclismo, agora liderado pelo italiano Luca Wackermann (NASR-Dubai).
“Espero que (a série vitoriosa) não pare”, brincou o português, que, apesar do triunfo no Fundão, não ocultou o descontentamento pelo facto de os corredores terem sido forçados a parar a 15 quilómetros da meta, devido a um erro de sinalização por parte de um agente da autoridade.
Na placa de Tortosendo, plantada ao quilómetro 183,2, um GNR que seguia na frente do pelotão virou à esquerda, quando deveria ter seguido pela direita, e induziu em erro o grupo, obrigando o colégio de comissários a neutralizar a corrida durante 20 minutos, de modo a recolocar a caravana na direção correta.
“Esta situação era evitável se estivesse lá uma bandeirinha. Se não tivéssemos parado, a vitória iria saber-me melhor. Nem deu tempo para festejar. A chegada era muito dura e ainda ficou mais dura por termos sido obrigados a parar”, defendeu o recente vencedor da Volta à Turquia.
O caricato episódio, que marcou o final da segunda tirada, não afetou a bem oleada máquina da Caja Rural, que um dia depois de ver Eduard Prades vencer e vestir a camisola amarela, conquistou o seu segundo triunfo consecutivo na prova beirã.
“A equipa hoje fez um grande trabalho. Pegámos na corrida só na parte final. O que pretendíamos é que a corrida fosse descontrolada o maior tempo possível para nos pouparmos para a etapa de amanhã (domingo)”, reconheceu José Gonçalves, que espera, na ligação de 194,1 quilómetros entre a Guarda e as Penhas da Saúde, ajudar a assaltar a liderança de Luca Wackermann, que hoje foi terceiro na etapa, com as mesmas 4:53.36 horas do vencedor.
Mas, antes de pensarem na etapa rainha do GP Internacional Beiras e Serra da Estrela, os ‘bravos’ do pelotão sabiam que pela frente, a partir do Sabugal, teriam quase 200 quilómetros (198,6, mais especificamente) de verdadeiro ‘rompe-pernas’, num terreno agreste, que incluía três contagens de montanha de terceira categoria.
Adivinhava-se uma fuga precoce para animar a segunda tirada, mas esta tardou em formar-se, muito por culpa da velocidade alucinante (44,5 km/h) a que os ciclistas rodaram nas duas primeiras horas de corrida.
Foi preciso esperar pelo quilómetro 104 para que três homens se distanciassem do pelotão. Primeiro saltou Rui Sousa (Rádio Popular-Boavista), de seguida juntou-se-lhe Pierpaolo Ficara (Amore&Vita) e, finalmente, apareceu Marco Zamparella, também da Amore & Vita-Selle.
O trio da frente, que chegou a dispor de 3.30 minutos de vantagem, não resistiu à perseguição da Caja Rural, com Zamparella, o último ‘sobrevivente’, a ser alcançado já nos últimos 20 quilómetros, mesmo antes da paragem forçada do pelotão.
No regresso à estrada, assumiu o comando a Amore&Vita e, a três quilómetros da meta, saltou para a frente o espanhol Raúl Alarcón (W52-FC Porto) que, tal como na véspera, foi apanhado já dentro dos últimos 1.000 metros.
Com o pelotão agrupado, destacou-se Gonçalves, demonstrando, mais uma vez, que se dá bem com pequenas inclinações em empedrado e bateu ao ‘sprint’ o albanês Redi Halilaj (Amore&Vita) e Wackermann, com o jovem Rui Oliveira, da seleção nacional, a ser quarto.
Feitas as contas à segunda etapa – os comissários ditaram tempos iguais para todos os 103 corredores -, o italiano da NASR-Dubai trocou de posição com Prades, que agora é segundo a dois segundos, com o seu companheiro Ángel Madrazo a ocupar a terceira posição, a três.
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