Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato de Hotelaria, Turismo e Restaurantes do Centro acusou hoje a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares (AHRESP) de ser privilegiada com dinheiros públicos, ao abrir delegações nos edifícios do Turismo do Centro.
Denuncia ainda que os horários que chegam a 60 horas semanais e a falta de progressão na carreira estão entre os principais problemas dos trabalhadores do setor da hotelaria e restauração no distrito de Castelo Branco.
O Sindicato de Hotelaria, Turismo e Restaurantes do Centro acusou hoje a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares (AHRESP) de ser privilegiada com dinheiros públicos, ao abrir delegações nos edifícios do Turismo do Centro.
Segundo António Baião, dirigente sindical em conferência de imprensa, a associação patronal ocupa espaços nos edifícios do Turismo do Centro em Castelo Branco e Aveiro “que são suportados pelo hierário público”.
Para aquele responsável, trata-se de “uma situação de privilégio que importa denunciar”.
Considera mesmo que, desta forma, qualquer outra entidade com assento na entidade turística, como o próprio sindicato que representa, “poderia reclamar um espaço” nos mesmos imóveis “e não estamos de acordo com isso”.
Segundo António Baião, a situação já motivou uma queixa da direção nacional CGTP para a secretaria de Estado do Turismo e uma reclamação do Sindicato da Hotelaria do Centro junto da Turismo do Centro.
Contactado pela Agência Lusa, Pedro Machado, presidente da entidade, explicou que “tanto em Aveiro como em Castelo Branco, a AHRESP paga todos os custos de estrutura”, tais como água, luz e eletricidade, entre outros.
Questionado sobre o facto de não ser paga qualquer renda, Pedro Machado explica que tal está assumido na parceria com a AHRESP.
A Turismo do Centro entende que “há um benefício para o setor em que a AHRESP ou outras associações estejam ao lado dos empresários”, com balcões de atendimento, “para facilitar o acesso a informação e desenvolver a atividade”.
“Em vez de pagarmos a alguém para os fazer, são serviços exercidos pela AHRESP”, acrescentou.
Pedro Machado entende ainda que “o país e a região exigem que o setor esteja unido para enfrentar o cenário atual e que não se perca tempo com guerras intestinais entre associações”.
A Agência Lusa contactou ainda a AHRESP que remeteu esclarecimentos para mais tarde.
Acusa ainda que os horários que chegam a 60 horas semanais e a falta de progressão na carreira estão entre os principais problemas dos trabalhadores do setor da hotelaria e restauração no distrito de Castelo Branco, denunciou hoje fonte sindical.
As queixas foram apresentadas numa conferência de imprensa em Castelo Branco pelo Sindicato de Hotelaria, Turismo e Restaurantes do Centro, ligado à CGTP.
De acordo com o dirigente sindical António Baião “há funcionários que permanecem anos a fio como aprendizes ou estagiários”, sendo que as piores situações se verificam “nos estabelecimentos de comida rápida” de grandes cadeias nacionais e internacionais.
Denunciou ainda horários que chegam a 60 horas, sem registo nem retribuição de horas extraordinárias para além das 40.
Segundo o sindicalista, o distrito tem entre oito a dez mil trabalhadores no setor, 25 por cento dos quais filiados naquele sindicato da CGTP.
Durante a conferência de imprensa, António Baião reafirmou a posição do sindicato contra um aumento da taxa de IVA aplicado à restauração, mas se acontecer uma subida de dois por cento “não será o fator decisivo para haver despedimentos”.
Segundo aquele responsável, as unidades do setor “já trabalham com números mínimos” de trabalhadores.
O sindicato propõe que haja maior combate à evasão fiscal no setor para o Estado poder arrecadar receitas alternativas a um aumento do IVA, considerado
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