Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A GNR e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) estão a averiguar a origem de uma descarga poluente para o Rio Tejo feita na quinta-feira junto a Vila Velha de Ródão, informou a associação ambientalista Quercus.
A GNR e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) estão a averiguar a origem de uma descarga poluente para o Rio Tejo feita na quinta-feira junto a Vila Velha de Ródão, informou a associação ambientalista Quercus.
As águas do Rio Tejo junto a Vila Velha de Ródão “ficaram roxas e com um forte odor a produtos químicos” desde a manhã de quinta-feira, só regressando à normalidade “ao fim do dia”, descreve Samuel Infante, dirigente da Quercus em Castelo Branco.
Segundo aquele responsável, o cheiro a “terebentina” (líquido solvente) chegou a “incomodar e irritar as vias respiratórias” de algumas pessoas que se encontravam no cais fluvial da vila, ponto de partida para várias atividades recreativas a decorrer no rio.
Na zona, “era visível que a poluição era despejada pelo emissário da zona industrial”, onde terá havido uma descarga superior à capacidade permitida por lei e ao limite de filtragem da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), sublinhou.
No entanto, “só os resultados das análises a cargo da Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR e do ICNB poderão determinar a origem”.
Para além de matar peixes, a poluição que foi descarregada na quinta-feira no Tejo “ameaça todas as espécies” que se alimentam do rio, assim como “atividades de recreio e praias fluviais”, refere o dirigente da Quercus.
Para Samuel Infante, “é muito importante que os autores da descarga sejam responsabilizados, porque esta é uma situação que não pode acontecer”.
Em declarações à Lusa, a presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Maria do Carmo Sequeira, pediu também hoje que sejam “identificados e responsabilizados” os responsáveis pela descarga poluente.
A autarca confessa estar “preocupada enquanto não souber o que se passou: temos atividades de tempos livres a decorrer no Tejo e praias fluviais pelo rio abaixo geridas por outras autarquias”.
Samuel Infante, da Quercus, ressalva que as empresas têm licenças para descarregar no meio hídrico, “mas são impostos limites que têm de respeitar”.
Queixa-se, no entanto, de “não haver um controle frequente dessas emissões” e receia mesmo que, “nos dias que correm, com os cortes orçamentais, as autoridades tenham cada vez menos capacidade para as fiscalizar”.
Segundo refere, em 2010 houve pelo menos dois casos de descargas semelhantes às de quinta-feira.
Para além dos casos visíveis, admite que haja “mais descargas poluentes, mas que não chegam a ser detetadas porque se diluem rapidamente”, sem alterar a cor ou provocar cheiro.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet