Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
"Meio Metro de Pedra", o primeiro documentário independente sobre a contracultura do rock'n'roll português desde o fim da década de 50, estreia-se hoje em Lisboa, marcando o início de uma digressão por mais de 20 salas do país.
"Meio Metro de Pedra", o primeiro documentário independente sobre a contracultura do rock'n'roll português desde o fim da década de 50, estreia-se hoje em Lisboa, marcando o início de uma digressão por mais de 20 salas do país.
"Boa noite, sejam bem vindos a mais uma emissão do 'Meio Metro de Pedra'. O programa que todas as semanas vos conta as histórias que uma data de meninos e meninas andaram a fazer pelo rock do nosso belo país", anuncia um locutor da Rádio Universidade de Coimbra, no arranque do documentário realizado por Eduardo Morais.
Ex-aluno da Escola Superior de Artes e Design (ESAD) das Caldas da Rainha, Eduardo Morais despertou há cerca de dois anos, através de um artigo publicado na imprensa, para "a inexistência de um trabalho aprofundado sobre o rock português, cuja informação rareia bastante".
Uma lacuna que o levou a pôr em prática os conhecimentos adquiridos no curso de Som e Imagem e avançar com a realização do seu primeiro documentário e, sublinha, "primeiro do género em Portugal sobre esta temática".
Dois anos de recolha de informação, viagens a vários pontos do país e entrevistas aos mais sonantes nomes do rock'n'roll português desde o final da década de 50 até aos nossos dias, resultaram no documentário que hoje se estreia no Teatro do Bairro, em Lisboa.
Na tela desfilarão exemplos do ambiente vivido na década de 60 quando "inspirados por bandas como os Shadows, Bill Haley ou os Beatles, cerca de 3000 conjuntos de norte a sul de um país, sob o alçada de Oliveira Salazar, que abalaram as editoras inconscientes deste som emergente", explica Eduardo Morais na sinopse do documentário.
Com a participação de figuras como Adolfo Luxúria Canibal, Victor Gomes, Daniel Bacelar, Raquel Ralha e Tó Trips, entre outros, o documentário que Eduardo Morais defende que "faltava ao panorama cultural português" conta, em 68 minutos "um pedaço da história de Portugal que tende a ser ocultado e sobrevive através do selo independente da Ama Romanta, da Bee Keeper, da Lux ou da Groovie Records".
O documentário contou apenas com uma comparticipação monetária da câmara das Caldas da Rainha e tem já agendado um circuito de exibições em mais de 20 cidades do país, entre as quais Leiria, S. Mamede de Infesta, Braga, Barreiro, Viseu, Cartaxo, Alcácer do Sal, Castelo Branco, Guarda, Tomar, Vila Real, Barcelos, Aveiro, Marinha Grande, Rio Maior, Portimão, Loulé, Beja e Porto.
A exibição será gratuita na maior parte das salas já que Eduardo Morais optou por disponibilizar gratuitamente o trabalho, não recebendo qualquer comparticipação de bilheteira nas salas em que pretendam cobrar entradas.
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