Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A ocupação hoteleira na Região Centro no período de verão foi idêntica à do ano transato, mas a crise fez-se sentir nos preços, que fizeram diminuir as receitas em 10 por cento, revelou um responsável associativo.
A ocupação hoteleira na Região Centro no período de verão foi idêntica à do ano transato, mas a crise fez-se sentir nos preços, que fizeram diminuir as receitas em 10 por cento, revelou um responsável associativo.
Sousa Martins, secretário geral da Associação dos Industriais de Hotelaria e Restauração do Centro (HR Centro) admitiu à agência Lusa que a ocupação poderia ter sido melhor do que em 2010 se o mês de agosto tivesse apresentado melhores condições climatéricas.
"A região ainda vive muito do turismo de sol e praia, e isso não se verificou", salientou o responsável por uma associação que abarca uma centena de municípios, dos distritos de Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Guarda, Santarém e do norte de Lisboa.
Para Sousa Martins, a crise do setor da hotelaria na região centro constata-se desde o ano 2000, com o decréscimo das receitas do turismo, tendo sido exceção o ano de 2007.
"Tem havido mais turistas, mas têm aumentado à custa dos preços mais baixos", salientou, realçando que têm sido "os empresários a suportar isso".
Tanto se verifica nos preços do alojamento, como no das refeições, e neste domínio exemplifica com a "ementa turística". Refere que há uns anos atrás custava 1.800 escudos (cerca de 9 euros), "e hoje é facílimo encontrar uma refeição completa por 4,5 euros".
O secretário-geral da HR Centro prevê que a quebra da faturação se venha a acentuar nos próximos tempos, tendo em conta a retração na procura já verificada, e ainda mais se o próximo Orçamento do Estado vier a aumentar o IVA para estes serviços.
Realça que a Região Centro vive muito do turista nacional, porque dos 6 milhões de estrangeiros que a atravessam apenas 10 por cento acabam por dormir, e em média apenas por 1,5 dias.
Na perspetiva de Sousa Martins, as entidades a quem compete a promoção do turismo no estrangeiro "não tem explorado devidamente o mercado dos luso descendentes", que poderia trazer benefícios à região das Beiras.
Das tendências atuais, diz que os brasileiros "têm excedido as expetativas" na visita à região, como aconteceu ainda recentemente a pretexto de um congresso ibero-americano de enfermagem realizado em Coimbra.
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