Por: Jornal
A Câmara Municipal de Penamacor vai ter em 2019 um orçamento de 15 milhões de euros, um aumento de cerca de um milhão de euros relativamente ao deste ano.
A Câmara Municipal de Penamacor vai ter em 2019 um orçamento de 15 milhões de euros, um aumento de cerca de um milhão de euros relativamente ao deste ano.
Aprovado pela Assembleia Municipal, com 15 votos a favor e cinco abstenções do movimento independente "Penamacor um Concelho no Coração", o orçamento para o próximo ano prevê um investimento global de cerca de cinco milhões de euros resultante da afetação de fundos externos, segundo afirmou o presidente da autarquia, António Luís Beites (PS).
Entre os investimentos mais relevantes, o autarca destacou a requalificação da zona histórica de Penamacor, a ampliação da zona industrial, a requalificação do Teatro Clube de Penamacor, a criação da Incubadora para a Valorização dos Recursos Endógenos, o início do processo para a requalificação e ampliação das Termas da Fonte Santa, na freguesia de Águas, bem como a componente de intervenção habitacional com a conservação de habitações do município.
"Iremos ter também um pacote considerável de investimento em várias freguesias do nosso concelho", acrescentou o autarca deste concelho do distrito de Castelo Branco, durante a mais recente sessão da Assembleia Municipal, que se realizou sexta-feira ao final da noite.
A manutenção dos apoios institucionais e o reforço das componentes culturais e da área da prevenção florestal são outro dos aspetos contemplados no orçamento do próximo ano.
"Manteremos uma política de contenção de despesa, como fizemos nos últimos anos, ou seja, em que a estratégia continua a ser a da consolidação das contas do município com a realização de um conjunto significativo de investimentos, mas mantendo a trajetória da redução do passivo", salientou.
Leitura diferente dos números fez Lopes Marcelo, do grupo municipal do movimento independente "Penamacor um Concelho no Coração", que considerou que este é "um orçamento empolado, de novo-riquismo e de faz de conta".
O eleito da oposição mostrou-se cético quanto à concretização deste orçamento, lembrou que historicamente as taxas de execução não vão além dos 80% e classificou de "muito otimista" a previsão relativa às receitas, nomeadamente no que concerne aos cinco milhões relacionados com as participações comunitárias e projetos comunitários.
Ao nível da despesa, criticou que a autarquia mantenha uma verba de cerca de 30 mil euros para pagamento de pessoal em regime de tarefa ou avença, quando já foi aprovada a alteração do mapa de pessoal e quando está em curso o processo relativo à regularização de vínculos precários.
Em contrapartida, frisou que a despesa com o apoio social "é pouco significativa" e apontou o exemplo da requalificação do Teatro Clube de Penamacor como o exemplo de "novo-riquismo", pela dimensão e valor do projeto.
O presidente da Câmara rejeitou as críticas e frisou que a recuperação do Teatro Clube, mantendo-o apenas como estava, não era possível porque edifício não está dimensionado de acordo com as atuais regras de segurança, acessibilidade e utilização.
António Luís Beites referiu ainda que o projeto teve mesmo de ser reformulado depois de o primeiro concurso público ter ficado deserto, o que, para o autarca, é a prova de que "os valores não estão empolados".
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet