Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara da Sertã afirmou à agência Lusa que "as atuais restrições na albufeira de Castelo do Bode são o principal entrave ao desenvolvimento" concelhio.
O presidente da Câmara da Sertã afirmou à agência Lusa que "as atuais restrições na albufeira de Castelo do Bode são o principal entrave ao desenvolvimento" concelhio.
"A revisão em curso do Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode (POACB) é uma oportunidade para o desenvolvimento do interior", disse José Farinha Nunes (PSD), tendo feito notar que "as atuais restrições ao usufruto turístico das albufeiras são o principal entrave ao desenvolvimento económico e turístico da Sertã", município do distrito de Castelo Branco.
Segundo o autarca, existem atualmente "inúmeros obstáculos ao desenvolvimento de projetos turísticos ou ao aproveitamento das águas para atividades de lazer e recreio", pelo que, defende, o ano de 2019 "será um ano importante para a definição deste plano relativamente ao aproveitamento económico" da albufeira.
Para o presidente do município da Sertã, que tem uma área de cerca de 450 km2 e partilha três grandes albufeiras com os seus municípios vizinhos [Castelo de Bode, Bouçã e Cabril, todas elas implantadas no Rio Zêzere], é que deve "existir alguma abertura na discussão de determinadas soluções, sob pena de se estar a condenar toda uma região" que tem no turismo uma das suas principais atividades.
O POACB "já foi bastante castrador no desenvolvimento de duas zonas turísticas de excelência, o Trízio e o Almegue, e o receio é que novas alterações possam agudizar ainda mais esta situação", referiu, tendo lembrado que, "em regiões deprimidas e onde o despovoamento e a falta de investimento marcam o quotidiano, o turismo surge como uma das boias de salvação para a economia, a par da floresta e da produção de energia".
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