Reitor da Universidade da Beira Interior alerta para necessidade de manter jovens na região

O reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) afirmou hoje que aqueles que estão no interior têm que fazer mais do que os outros e alertou que é preciso “fazer tudo” para manter na região os jovens de elevado potencial.

  • Educação
  • Publicado: 2019-01-18
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) afirmou hoje que aqueles que estão no interior têm que fazer mais do que os outros e alertou que é preciso “fazer tudo” para manter na região os jovens de elevado potencial.

“Estamos numa zona do interior onde temos sempre de fazer mais do que os outros. O ensino superior na região tem feito um bom trabalho na formação de quadros especializados para o tecido social e para a indústria. Se não fossem as instituições de ensino superior, teríamos um quadro muito diferente”, afirmou António Fidalgo.

Este responsável falava durante a sessão de abertura da conferência Internacional "Regional Helix Summit", organizada pela Câmara de Castelo Branco, no âmbito das Comemorações do Dia Europeu da Indústria.

“Hoje em dia há um bem escasso em Portugal, que é a juventude. E temos que fazer tudo para manter os jovens de elevado potencial [na região]”, sublinhou.

O reitor da UBI realçou que atualmente existem grandes movimentos internos ao nível dos recursos humanos mais qualificados, quer para os grandes centros urbanos, quer para o estrangeiro.

Contudo, deixou uma mensagem de esperança e disse que a região está a conseguir ser um centro de atração de jovens do hemisfério sul de países de língua portuguesa.

“Devemos ser um dos sítios privilegiados para que esses jovens venham ter uma qualificação superior. É por aí que temos que apostar e fazer a diferença aqui na Beira Interior, de fixar uma população preparada. Temos que dar resposta a estes desafios para ter uma sociedade industrial e tecnológica”, concluiu.

Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, explicou que esta conferência internacional, que decorre durante dois dias, integra as áreas de intervenção prioritária do município, nomeadamente a dinamização do ecossistema regional de inovação e de empreendedorismo.

“Estivemos vários anos a criar as infraestruturas para apoiar as empresas e a potenciar a inovação, como são exemplo o Centro de Empresas Inovadoras (CEI), a Associação Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA) ou a Associação do Cluster Agroindustrial do Centro (InovCluster)”, afirmou.

O autarca adiantou ainda que para que o desenvolvimento económico seja uma realidade na região é preciso que haja empresas de sucesso.

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), António Fernandes, realçou a iniciativa da autarquia que conseguiu “puxar” pelas três instituições de ensino superior da Beira Interior (UBI, IPCB e Politécnico da Guarda).

“Esta é uma alteração de contexto. E o desafio do ensino superior é adequar e ajustar a sua missão a essas alterações de contexto. Todos temos margem de crescimento. Temos é que ter um planeamento estratégico conjunto para a região”, concluiu.

Na sessão, estiveram ainda presentes o vice-presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Carlos Rodrigues, e, em representação da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, esteve Alexandra Rodrigues.

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