Parceiros dos Clubes Ciência Viva na Escola reúnem-se em Proença-a-Nova

As segundas Jornadas de Parcerias da rede nacional de Clubes Ciência Viva na Escola realizaram-se no Centro Ciência Viva da Floresta, a 16 de janeiro, com a presença de elementos das escolas, instituições do Ensino Superior, autarquias e outras entidades, numa organização conjunta do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Direção Geral de Educação e da Rede Ciência Viva.

  • Educação
  • Publicado: 2019-01-18
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco

As segundas Jornadas de Parcerias da rede nacional de Clubes Ciência Viva na Escola realizaram-se no Centro Ciência Viva da Floresta, a 16 de janeiro, com a presença de elementos das escolas, instituições do Ensino Superior, autarquias e outras entidades, numa organização conjunta do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Direção Geral de Educação e da Rede Ciência Viva.

Atualmente, existem 237 Clubes Ciência Viva em todo o país, envolvendo 128 concelhos, 179 agrupamentos de Escolas e mais 58 escolas não agrupadas. “Neste momento estão 826 professores envolvidos neste projeto”, referiu Rosalia Vargas, presidente da Rede Ciência Viva, destacando as parcerias que têm sido fundamentais para a implementação deste projeto. “O Ciência Viva começou há 22 anos e vive das parcerias, sempre, e da generosidade da comunidade científica em Portugal”.

Depois das Jornadas de Parcerias realizadas no Pavilhão do Conhecimento e das que decorreram em Proença-a-Nova, será Bragança a acolher um encontro semelhante, dando por concluída a segunda fase deste projeto, ao nível da construção de sinergias e parcerias. “A primeira fase foi de preparação do projeto, com o convite às escolas e a constituição dos clubes e da rede nacional dos clubes. Depois vamos passar a uma terceira fase que é a de implementação dos projetos no terreno: criar condições para que os projetos se possam desenvolver e a parceria com o Ministério da Educação é fundamental”, referiu Rosalia Vargas.

Maria João Horta, Subdiretora Geral da Educação, anunciou que haverá financiamento do Ministério da Educação para este projeto, para que os clubes possam desenvolver as suas atividades tendo como destinatários não apenas os alunos das escolas, mas toda a comunidade, bebendo do espírito da rede de Centros de Ciência Viva de levar ciência a todos. “A ciência não deve chegar aos nossos jovens apenas na faculdade”, referiu na sua intervenção, destacando o contacto das crianças com a verdadeira ciência, fator essencial para que mais escolham estas carreiras no futuro.

Maria João Horta salientou ainda a importância da “construção de redes entre escolas, com as instituições do Ensino Superior, as que têm no seu ADN a vontade de investigar e de desenvolver a ciência no nosso país, também com as autarquias e até mesmo com associações de curiosos”. Haverá ainda formação específica para os professores envolvidos no projeto e um grande fórum nacional de projetos de ciência.

Os dois milhões de euros previstos para os Clubes de Ciência Viva na Escola garantirão financiamento para os próximos dois anos, não se sabendo a esta distância se haverá continuidade. O desafio será prosseguir com o projeto, mantendo a rede de parcerias e procurando fontes alternativas de financiamento que podem passar pelas autarquias. O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova assumiu a importância que os municípios já têm hoje em dia ao nível da educação, naquele que considera ser “um dos pilares que suporta toda uma sociedade. Quando fazemos este trabalho de rede e vemos a articulação de dois ministérios, o resto tem que estar conformado e alinhado. É isso que cabe também aos municípios, perceber que têm de ser parceiros ativos deste e de outros projetos”.

Para além da descentralização que já existe para as autarquias ao nível da educação, João Lobo destacou o papel diferenciador do Centro Ciência Viva da Floresta no concelho de Proença-a-Nova, na formação dos jovens e na ligação que faz à comunidade. Os participantes nas Jornadas de Parcerias tiveram oportunidade de visitar o centro e participar em algumas das atividades que são sua imagem de marca, como o jardim das aromáticas, os fungos da nossa floresta ou a química do vinho.

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