Por: Diário Digital Castelo Branco
O distrito de Castelo Branco vai perder metade das corporações de bombeiros com a nova reorganização territorial, no âmbito da lei orgânica da Autoridade Nacional da Proteção Civil, afirma o presidente da Federação dos Bombeiros Distrital.
O distrito de Castelo Branco vai perder metade das corporações de bombeiros com a nova reorganização territorial, no âmbito da lei orgânica da Autoridade Nacional da Proteção Civil, afirma o presidente da Federação dos Bombeiros Distrital.
"O distrito de Castelo Branco vai perder seis corporações. Neste momento, tem doze. Com esta organização territorial, a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa vai passar a ter seis. As restantes três corporações passam para a Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela e as outras três para o Médio Tejo", disse José Neves à agência Lusa.
O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Castelo Branco sublinha que esta reorganização "não faz qualquer sentido" e fala em "capricho" do secretário de Estado da Proteção Civil.
Atualmente, o distrito conta com 12 corporações de bombeiros, mas, com a nova reorganização, Covilhã, Fundão e Belmonte passam a integrar a CIM Beiras e Serra da Estrela, e a Sertã, Vila de Rei e Cernache do Bonjardim passam para a CIM do Médio Tejo.
"Só alguns presidentes de câmara e o secretário de Estado é que entendem isto como vantajoso. É a destruição de uma união muito grande que existia no distrito, de uma organização que existia na ótica distrital e que deixará de existir", sustenta.
José Neves alerta ainda para o enfraquecimento da unidade territorial.
"Vamos ser a única organização que está alinhada pelas Nomenclaturas das Unidades Territoriais (NUT) para Fins Estatísticos. Em termos organizacionais e administrativos, quem tiver que lidar com isto não vai ser fácil", sublinha.
Em termos operacionais, explica que, a partir do momento em que deixam de estar guarnecidos por bombeiros que estejam na mesma CIM, a intervenção de outros corpos de bombeiros vai depender de uma autorização dessa CIM para libertar meios para a outra.
"Aquilo que hoje é automático deixará de o ser", conclui.
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