Investimentos empresariais em Proença-a-Nova destacados pela CCDRC

Uma comitiva composta por técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e da Associação Empresarial da Beira Baixa, acompanhada por elementos da Câmara Municipal, incluindo os presidentes das respetivas entidades, visitou quatro empresas do concelho de Proença-a-Nova no âmbito da iniciativa “Empresas no Centro, Dia Aberto”.

  • Economia
  • Publicado: 2019-02-21
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Uma comitiva composta por técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e da Associação Empresarial da Beira Baixa, acompanhada por elementos da Câmara Municipal, incluindo os presidentes das respetivas entidades, visitou quatro empresas do concelho de Proença-a-Nova no âmbito da iniciativa “Empresas no Centro, Dia Aberto”.

Desta forma, os técnicos que analisam as diferentes candidaturas a fundos comunitários tiveram oportunidade de ver no terreno o impacto dos apoios dados ao tecido empresarial. Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC, referiu que dos 1.600 milhões de euros aprovados para projetos empresariais a nível nacional, 400 milhões destinaram-se ao interior, estando cumpridos perto de dois terços do quadro comunitário.

“Não podemos escamotear que é muito mais difícil ser-se empresário neste território”, referiu, defendendo que são necessárias políticas diferenciadoras. “Por exemplo, que os apoios às empresas tenham uma majoração muito maior e que os benefícios fiscais tenham em conta esse maior risco que é ser-se empresário nestes territórios, premiar muito mais a contratação e a retenção de pessoas, criar sistemas de apoio muito mais ágeis, muito mais simples, menos burocráticos para empresas que, por exemplo, não exportam - de serviços e comércio -, mas que são importantíssimas para reter a base social destes territórios”. De Proença-a-Nova, Ana Abrunhosa afirmou tratar-se de um ecossistema muito especial, destacando-se na região pelos apoios que as suas empresas têm recebido, entre as quais as que foram visitadas: Proentia, Ambienti D’Interni e Procerâmica. A tecnológica OutSystems foi incluída no roteiro para dar a conhecer o trabalho que está a ser desenvolvido a partir de Proença-a-Nova e a formação em Low Code Developer que, desde este mês de fevereiro, está a ser dada a pessoas com formações noutras áreas de forma a reconverter competências para um sector que tem saídas profissionais.

O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova destacou a dinâmica empresarial que se tem vivido nos últimos anos. “Nós só conseguimos diferenciar um território e fixar pessoas com empregabilidade, tem sido essa a aposta e a estratégia que temos desenvolvido nos últimos anos, iniciada pelo meu antecessor”. Na sua perspetiva, a maior dificuldade prende-se precisamente com a questão da mão de obra que já está a faltar em algumas empresas do concelho. Nesse sentido, a autarquia tem trabalhado de perto com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas para divulgar as oportunidades existentes em três países: Venezuela, Brasil e Cabo Verde. “Precisamos de medidas e ferramentas diferenciadoras e com políticas que tragam gente para os nossos territórios. Tem que haver um trabalho de parceria para dar resposta a essa necessidade”. João Lobo considera ainda que estão a ser tomadas importantes medidas, nomeadamente pela antiga Unidade de Missão para a Valorização do Interior, atual Secretaria de Estado. “Quem investe no interior hoje goza de mecanismos de apoio diferenciados e não era assim”. Defende, no entanto, que possam ser tomadas medidas adicionais, como IRC zero no período de instalação de novas empresas.

Em breve, a empresa de pellets que vai instalar-se no PEPA - Parque Empresarial de Proença-a-Nova vai iniciar as obras de construção da unidade, estando já criadas parcerias com empresas vizinhas, nomeadamente a Proentia que fornecerá o subproduto resultante da extração de óleos essenciais, os restos da matéria-prima que depois de triturados são utilizados em biomassa. Também a Procerâmica prevê entrar em pleno funcionamento no segundo semestre deste ano, depois de um processo atribulado que está agora ultrapassado. “Tenho a convicção e expetativa de que vamos ter uma empresa de qualidade não para Proença-a-Nova, mas para o país”, conclui João Lobo.

 

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