Por: Diário Digital Castelo Branco
A L'Atitudes - Associação para a Dinamização de Projectos e Redes Globais de Cooperação e Desenvolvimento - ONGD diz, em comunicado, que entende não poder, nem dever, continuar a remeter-se ao silêncio. A direção da Associação refere-se a dois artigos que o Público publicou no dia 1 de Abril, assinados pelo jornalista José António Cerejo, nos quais é questionada a criação e actividade da Associação.
A L'Atitudes - Associação para a Dinamização de Projectos e Redes Globais de Cooperação e Desenvolvimento - ONGD diz, em comunicado, que entende não poder, nem dever, continuar a remeter-se ao silêncio. A direção da Associação refere-se a dois artigos que o Público publicou no dia 1 de Abril, assinados pelo jornalista José António Cerejo, nos quais é questionada a criação e actividade da Associação.
Considera que qualquer um dos artigos seria merecedor de um detalhado trabalho de "desmontagem" e esclarecimento. Os dirigentes da ONGD dizem ter “bem consciência que neste jogo as armas são desiguais: uma peça jornalística é, cada vez mais, entendida como ‘a verdade’, enquanto um desmentido tende a ser percebido com uma desculpa ou justificação”.
A L’Atitudes diz querer repor a verdade e ser pertinente esclarecer os seguintes factos.
1. É falso que o actual Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, tenha criado a associação L'Atitudes, como refere o destaque de uma das notícias;
2. A L'Atitudes é uma Organização Não Governamental, criada em 2010, dotada de personalidade jurídica e constituída nos termos da Lei Geral em vigor;
3. A data de criação é, assim, três anos antes da apresentação da candidatura agora questionada, sendo que nesse Aviso de Concurso não foi excluída ou preterida qualquer candidatura e/ou projecto;
4. O dinheiro recebido pela L'Atitudes – tanto de Fundos comunitários, como do apoio da Câmara Municipal – destinou-se exclusivamente à reabilitação/reconstrução do edifício sito no Largo de S. João e foi INTEGRALMENTE INVESTIDO nesse fim, tendo sido concretizadas, além disto, todas as actividades propostas em candidatura e superiormente auditadas;
5. A obra de reconstrução do edifício respeitou integralmente as regras da Contratação Pública e foi sujeita a Concurso Público lançado em devido tempo;
6. O edifício em causa acolhe várias entidades e/ou serviços, entre as quais o polo da ADRACES, a L'Atitudes, o Centro de Informação Europeia e a Rede PROBIS, está cedido em regime de Comodato, mas continua a ser propriedade da Câmara Municipal de Castelo Branco;
Esta foi mais uma acção representativa da política da Câmara Municipal, que recuperou diversos imóveis na Zona Histórica, para instalação de associações;
Sendo, como é, um espaço público, qualquer cidadão que tenha essa vontade ou simples curiosidade pode visitá-lo e verificar in loco o (bom) uso dado ao dinheiro recebido pela associação;
7. Independentemente de poderem ter existido formalismos não essenciais que, à data, não tivessem sido integralmente cumpridos, tal facto não permite ao jornalista concluir que foi "inventada" uma ONG, nem que a associação "enganou" os inspectores do Ministério da Agricultura, pela simples e verdadeira razão de que assim não foi;
8. A Direcção da L'Atitudes está convicta que agiu em respeito pela Lei, em benefício dos albicastrenses e da Região, não podendo por isso deixar de repudiar a insinuação de que existiria a intenção prévia de obter Fundos Comunitários de forma menos transparente, tal como não pode deixar de reafirmar – uma vez mais – que todas as verbas concedidas à L'Atitudes FORAM INTEGRALMENTE usadas nos fins a que se destinavam.
9. Face ao exposto e permitindo-nos igualmente concluir, só podemos apurar que "o pecado" cometido neste caso mais não é do que a capacidade de captar 200 mil euros de fundos comunitários e aplicá-los na exemplar recuperação de um edifício público, propriedade do Município e que, de outra forma, estaria em ruína.
Até ao fecho da edição deste comunicado, a redação do Diário Digital Castelo Branco não conseguiu saber o nome dos elementos da Direcção da L'Atitudes - ONGD que assinou o documento. A redação recebeu este texto logo pela manhã sem assinaturas e perguntou de seguida, ao reencaminhar o correio electrónico, o nome das pessoas que formam a Direção sem sucesso.
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