Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
O município de Castelo Branco reduziu nos últimos seis anos em 50% as perdas de água na rede de abastecimento pública e, desde 2013, investiu 14 milhões de euros na renovação da rede, foi hoje anunciado.
O município de Castelo Branco reduziu nos últimos seis anos em 50% as perdas de água na rede de abastecimento pública e, desde 2013, investiu 14 milhões de euros na renovação da rede, foi hoje anunciado.
"Entre 2013 e 2018, as nossas perdas de água reduziram em 50%. No final de 2018, tínhamos apenas 16% de perdas, quando a média nacional é de 30%", afirmou a administradora-delegada dos Serviços Municipalizados de Água, Saneamento e Resíduos Urbanos (SMAS) de Castelo Branco.
Maria José Batista, apresentou estes dados durante a conferência "Castelo Branco, uma Cidade Verde e Inteligente", que decorreu na biblioteca municipal.
Esta responsável explicou que foi preciso um longo trabalho para se atingirem estes valores e aumentar a eficiência, começando pelo cadastro que foi feito para os serviços terem um "conhecimento profundo" de todos os equipamentos disponíveis ao longo dos 810 quilómetros de rede de abastecimento do concelho de Castelo Branco.
"Este trabalho [cadastro] demorou dois anos a concluir. Após esse trabalho, foram feitos grandes investimentos na rede, com a separação das águas pluviais. Desde 2013, os investimentos feitos na renovação da rede de água atingiram os 14 milhões de euros, o que representa um total de 6% dos 810 quilómetros existentes no concelho", frisou.
Só nas redes separativas pluviais, que têm cerca de 450 quilómetros em todo o concelho, o município investiu um total de 1,5 milhões de euros.
Foram ainda feitos investimentos em sistemas tecnológicos que permitem uma maior eficiência na gestão de toda a rede e que permitem que se conheçam os "pontos sensíveis" do concelho.
Maria José Batista sublinhou ainda que, desde 2016, foram fornecidos aos 37 mil clientes do concelho qualquer coisa como 12 milhões de metros cúbicos de água.
"Temos muito orgulho porque, dos 308 municípios do país, alguns perdem mais [água] do que vendem. As nossas perdas de água orgulham-nos. Estamos nos lugares cimeiros a nível nacional e somos reconhecidos pela própria entidade reguladora do setor", concluiu.
Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, realçou o trabalho e o investimento que tem sido feito no concelho em relação à sustentabilidade ambiental e tendo também em linha de conta a questão das alterações climáticas.
"Há muito tempo que olhamos para a questão das alterações climáticas com especial atenção. O que temos feito revela uma atenção para estas questões por parte da câmara. Estamos entre os primeiros seis municípios do país a fazer o cálculo da pegada ecológica", realçou.
O autarca recordou ainda o investimento feito na criação de grandes espaços verdes na área urbana da cidade, dando como último exemplo a zona da Cruz do Montalvão, uma área que ultrapassa os 16 hectares e que vai permitir o prolongamento da zona de lazer de Castelo Branco.
"O Montalvão foi uma opção que fica cara à câmara que optou por evitar ali mais construção", disse.
Além deste espaço, a autarquia criou novas zonas verdes na Quinta do Moinho Velho, Quinta do Chinco, zona da Metalúrgica e evitou também a construção na zona do Barrocal.
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