Análise do CATAA avista Tigelada de Proença-a-Nova produto tradicional com baixo valor energético

A Tigelada de Proença-a-Nova é um produto tradicional com baixo valor energético, composta por 198 kcal por 100 gramas, valor que representa dez por cento das necessidades básicas diárias para um adulto. Possui igualmente pouca gordura: 50% de ácidos gordos insaturados, dos quais 37% é ácido oleico, um ácido presente também no azeite que ajuda a controlar o colesterol.

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  • Publicado: 2019-07-10
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A Tigelada de Proença-a-Nova é um produto tradicional com baixo valor energético, composta por 198 kcal por 100 gramas, valor que representa dez por cento das necessidades básicas diárias para um adulto. Possui igualmente pouca gordura: 50% de ácidos gordos insaturados, dos quais 37% é ácido oleico, um ácido presente também no azeite que ajuda a controlar o colesterol.

Estes resultados foram obtidos pelo Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA) de Castelo Branco, que analisou a Tigelada de Proença-a-Nova, e apresentados publicamente por António Moutinho Rodrigues, diretor científico do CATAA, durante o Forum Empresarial. “Os resultados que obtivemos são interessantes”, refere, adiantando que não é um doce muito calórico. “A fração de ácidos gordos saturados são 50%, a outra parte de ácidos gordos insaturados são bons para a saúde, pois ajudam a combater o colesterol, por exemplo”. António Moutinho Rodrigues diz ainda que se uma pessoa comer cem gramas de tigelada à sobremesa está apenas a consumir 10% das necessidades básicas diárias. “190 kcal é muito baixo”.

Na sua intervenção no Forum Empresarial, dedicada aos “Produtos Regionais de Valor Acrescentado”, referiu que estes têm de serem valorizados, havendo diversas formas para os qualificar aproveitando os fatores que os tornam distintivos, nomeadamente as questões agroclimáticas e geográficas. As Denominações de Origem Protegida (DOP) são disso um bom exemplo. “É um saber fazer que muitas vezes é secular e chega aos nossos dias” a que é preciso dar o tal valor acrescentado. “A qualificação tem custos, mas também tem vantagens. Dá garantias ao consumidor”, referiu António Moutinho Rodrigues.

O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, considera em comuinicado que a tigelada terá agora de fazer este caminho de qualificação, como doce de território que é. “Com a inauguração da Oficina da Tigelada temos todas as condições para potenciarmos um produto que já é distintivo e que agrega em si outros sectores de atividade, como a caprinocultura, a apicultura e até a produção de citrinos, nomeadamente o limão. Queremos modernizar sem perder as características que tornam a nossa tigelada uma maravilha de sabor”.

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