PSD de Castelo Branco está contra eventual fecho de escola em Idanha-a-Nova

A distrital do PSD de Castelo Branco afirmou hoje estar "frontalmente contra" um eventual encerramento da Escola Superior de Gestão (ESGIN) de Idanha-a-Nova no âmbito do processo de reestruturação do Politécnico de Castelo Branco.

  • Educação
  • Publicado: 2019-12-02
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A distrital do PSD de Castelo Branco afirmou hoje estar "frontalmente contra" um eventual encerramento da Escola Superior de Gestão (ESGIN) de Idanha-a-Nova no âmbito do processo de reestruturação do Politécnico de Castelo Branco.

"Defendemos, de forma clara e inequívoca, que somos frontalmente contra o encerramento da ESGIN, pois isso acarretaria prejuízos incalculáveis para o concelho [Idanha-a-Nova], acentuando o despovoamento num dos concelhos com menor densidade demográfico do país", afirma, em comunicado, a distrital social-democrata.

O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) reúne hoje à tarde para analisar a proposta de reestruturação organizacional que inclui quatro cenários pensados pela direção da instituição e mais dois, um proposto pela Escola Superior de Tecnologia (EST) e outro proposto por um professor da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova.

O presidente da instituição de ensino superior público de Castelo Branco, António Fernandes, afirmou recentemente que a proposta "é muito simples" e passa por quatro novas escolas para o IPCB, abandonando o atual figurino das seis escolas existentes, entre as quais está a ESGIN.

Já o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, quer manter a ESGIN a funcionar em Idanha-a-Nova, com autonomia administrativa, científica e pedagógica, e com todas as suas competências atuais, cumprindo assim o desígnio com que foi criada há 28 anos.

Os sociais-democratas entendem que a reorganização do IPCB advém sobretudo de um modelo de financiamento do ensino superior "desajustado da realidade do país e do contexto das instituições que o compõem", nomeadamente no distrito de Castelo Branco.

"A Comissão Política Distrital do PSD Castelo Branco compreende a importância de escolas descentralizadas e da sua importância no contexto de desenvolvimento regional, onde não há espaço para os tão típicos quintais de interesses socialistas que originaram a mais pequena Comunidade Intermunicipal do país", sublinham.

Defendemos ainda que as instituições de ensino superior situadas em territórios de baixa densidade sejam majoradas a nível de financiamento por parte do Orçamento do Estado, numa lógica de coesão territorial, e o fortalecimento da ligação do IPCB aos municípios do distrito de Castelo Branco, fomentando parcerias que se possam tornar rentáveis, focando nalguns deles a criação de escolas de formação avançada ou laboratórios de investigação específicos ligados a áreas onde o distrito tem capacidade técnica instalada como a agropecuária e a floresta.

"Entendemos que existirão aspetos a melhorar no sentido de tornar a escola [ESGIN] mais atrativa para os alunos da região e sobretudo, fora dela. Mais importante do que fazer da escola um instrumento de guerrilha política interna como fizeram dois autarcas do PS [Idanha-a-Nova e Castelo Branco], seria importante ouvir os alunos, pessoal docente e não docente e a direção da escola sobre aquilo que pode ser melhorado para que a reestruturação do IPCB se traduza numa mais-valia para uma escola com potencial de crescimento", sustentam.

Por último, os sociais-democratas realçam que desperdiçar o capital regional "em lutas estéreis num tempo onde a cooperação institucional é uma mais-valia regional é um erro e demonstra o descontrolo a luta desenfreada pelo poder instalada no seio do PS.

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