Castelo Branco: JP acha incompatível posição de Arnaldo Brás

A Comissão Política da Juventude Popular (JP) de Castelo Branco declara, em comunicado, que existe um episódio com as Associações albicastrenses que tem feito lembrar um episódio associado às viagens do Presidente do Partido Socialista (PS), Carlos César, enquanto presidente da Região Autónoma dos Açores. Chegou inclusive a celebrizar-se uma linha de pensamento que define muito da política portuguesa do momento: “Pode ser imoral ou nada ético, mas não é ilegal”.

A JP afirma que a Câmara Municipal de Castelo Branco não tem um regulamento de distribuição de subsídios, ficando o critério da sua distribuição a cargo do Presidente da Câmara. 

Partindo do pressuposto que deveria haver imparcialidade na distribuição desses mesmos subsídios, a JP declara que o mesmo não se tem verificado quando se trata do valor recebido por associações do mesmo tipo.

Curiosamente, Arnaldo Brás, Presidente da Assembleia Municipal que é também o órgão que fiscaliza a distribuição de verbas autárquicas, é presidente da Associação Amato Lusitano que está no topo das colectividades beneficiadas por estes subsídios. E o mesmo Presidente da Assembleia Municipal é também o presidente da concelhia do PS local. 

"Não existe nenhuma ilegalidade, mas moralmente é algo que não se deveria passar, especialmente numa altura cada vez mais marcada pela endogamia na política, pela falta de postura correcta e de bom senso, deveria ser criado um regulamento para o bom funcionamento da distribuição de subsídios pelas associações",lê-se na nota de imprensa. 

A curto prazo evitar-se-ia discrepâncias na disponibilização de fundos tanto a nível de quantias como em relação às datas em que as associações têm acesso a esses apoios.

As associações devido ao seu nobre contributo para a sociedade merecem um tratamento igualitário, transparente e célere. É urgente regulamentar a distribuição de subsídios pelas associações de modo a que a decisão não fique dependente de uma ou duas pessoas, de um ou outro vento politico, de um ou outro dia em que se vai ser ainda menos moral e ainda menos ético do que o habitual.

  • Região
  • Publicado: 2020-02-20
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A JP afirma que a Câmara Municipal de Castelo Branco não tem um regulamento de distribuição de subsídios, ficando o critério da sua distribuição a cargo do Presidente da Câmara. 

Partindo do pressuposto que deveria haver imparcialidade na distribuição desses mesmos subsídios, a JP declara que o mesmo não se tem verificado quando se trata do valor recebido por associações do mesmo tipo.

A JP afirma que curiosamente, Arnaldo Brás, Presidente da Assembleia Municipal, o órgão que fiscaliza a distribuição de verbas autárquicas, é presidente da Associação Amato Lusitano que está no topo das colectividades beneficiadas por estes subsídios. E o mesmo, também é o presidente da concelhia do PS local. 

"Não existe nenhuma ilegalidade, mas moralmente é algo que não se deveria passar, especialmente numa altura cada vez mais marcada pela endogamia na política, pela falta de postura correcta e de bom senso, deveria ser criado um regulamento para o bom funcionamento da distribuição de subsídios pelas associações",lê-se na nota de imprensa. 

A curto prazo evitar-se-ia discrepâncias na disponibilização de fundos tanto a nível de quantias como em relação às datas em que as associações têm acesso a esses apoios.

As associações devido ao seu nobre contributo para a sociedade merecem um tratamento igualitário, transparente e célere. É urgente regulamentar a distribuição de subsídios pelas associações de modo a que a decisão não fique dependente de uma ou duas pessoas, de um ou outro vento politico, de um ou outro dia em que se vai ser ainda menos moral e ainda menos ético do que o habitual.

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