Covid- 19: Escolas abertas para filhos de pessoal hospitalar ficaram desertas em Castelo Branco

As quatro escolas de Castelo Branco que a partir de hoje estão abertas para receber os filhos de profissionais de saúde e das forças de segurança não efetuaram, para já, qualquer acolhimento.

  • Educação
  • Publicado: 2020-03-16
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

Em Castelo Branco, o Ministério da Educação classificou como "escolas de referência para o serviço de refeições e acolhimento de filhos do pessoal hospitalar e de emergência" a Escola Básica Afonso de Paiva, a Escola Secundária Afonso de Paiva, Escola Básica e Secundária de Alcains e Escola Básica da Senhora da Piedade, uma de cada um dos quatro agrupamentos de escola do concelho.

Até ao momento, apenas as Escolas Básicas Afonso de Paiva e da Senhora da Piedade receberam contactos telefónicos de profissionais de saúde, sendo que, no primeiro caso, foi um pedido para quarta-feira e, no segundo, apenas para confirmar a abertura do estabelecimento de ensino.

Estes quatro estabelecimentos de ensino, que são a exceção à decisão de encerrar todos os estabelecimentos de ensino desde creches a universidades e politécnicos, para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus, estão também preparados para fornecer refeições para crianças e jovens que integrem o escalão A (carenciados).

Neste âmbito, a escola Básica e Secundária de Alcains recebeu dois pedidos e a Escola Básica Afonso de Paiva recebeu apenas um para o dia de hoje.

À agência Lusa, o diretor da Escola Secundária Amato Lusitano, João Belém, explicou que ninguém manifestou ainda a intenção de usufruir deste serviço disponibilizado pela tutela.

Apesar de sublinhar que esta decisão "é um pouco polémica" e que vem um pouco contra o fecho das escolas, João Belém explica que existe uma equipa com um número mínimo de funcionários (quatro) pronta para qualquer eventualidade, sendo que os docentes só serão chamados em caso de necessidade.

"Vamos agilizando consoante as necessidades e a procura", sustentou.

Já o diretor da escola Básica Afonso de Paiva, Rui Nunes, realçou a importância de o estabelecimento de ensino saber, antecipadamente, das necessidades e do número de crianças a receber.

"Para nós seria importante que ligassem antes de trazer as crianças. Estamos também a garantir as refeições aos alunos do escalão A. É preciso ter conhecimento para que as refeições sejam preparadas", afirmou.

Adiantou ainda que o estabelecimento de ensino vai enviar um ‘e-mail’ a todo o pessoal docente para saber se há professores em regime de voluntariado para fazer face a estas situações.

Já sobre a eventual falta de organização, sobretudo ao nível de horários, uma vez que as escolas não têm um horário definido para abrir as portas, Rui Nunes entende que houve a necessidade premente de fazer as coisas "com alguma pressa".

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro de 2019, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje para 331 o número de casos de infeção confirmados, mais 86 do que os registados no domingo.

A decisão de suspender todas as atividades letivas presenciais a partir de hoje será reavaliada a 09 de abril.

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