Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
Os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal do Fundão exigiram hoje "apoios urgentes" e "sem hesitações" para ajudar a minimizar os prejuízos provocados pelo mau tempo aos agricultores deste concelho, que hoje assinala 273 anos.
"A calamidade agrícola sem precedentes exige medidas urgentes, sem hesitações. As linhas de crédito - com garantia do Estado, com os períodos de carência necessários - têm de avançar de imediato. Ninguém poderá perceber que, nos milhares de milhões, e bem, que estão neste momento disponíveis para ventilar a nossa economia, não haja uma pequeníssima margem para ajudar, no momento mais dramático das últimas décadas, os nossos agricultores", afirmou o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes.
O autarca deste município do distrito de Castelo Branco falava na sessão solene das comemorações do 273.º aniversário do concelho do Fundão, que, devido à pandemia, se realizaram na Praça do Município, com menos convidados do que o habitual e com a homenagem aos profissionais de saúde pelo trabalho que desempenharam no combate à covid-19.
Depois da pandemia e do trabalho desenvolvido ao longo deste período, designadamente em "cooperação" com os municípios vizinhos e com muitas instituições - as intervenções também se centraram nas necessidades e prejuízos criados pelo fenómeno meteorológico extremo que se registou no dia 31 de maio no concelho.
Lembrando que os prejuízos são muito avultados e que penalizam essencialmente os agricultores, Paulo Fernandes fez questão de expressar "uma solidariedade extra" para este setor.
Uma solidariedade que já tinha sido manifestada pelo presidente da Assembleia Municipal, Vítor Martins, que frisou "consequências devastadoras" e dois episódios climatéricos, registados recentemente no concelho.
"Deixaram um rasto de destruição e de prejuízos naquilo que eu chamaria o coração da economia da nossa terra", frisou, defendendo que, independentemente do estado de negação de alguns líderes mundiais, esta realidade demonstra que as alterações climáticas são "um dos maiores desafios da humanidade".
Vítor Martins também reivindicou apoios para os que mais perderam, sublinhando que essa é uma "obrigação do Estado".
"Não se trata apenas de solidariedade, trata-se de um dever do Estado de proteger aqueles que são atingidos por prejuízos, nomeadamente quando eles ocorrem de forma que era imprevisível e incontrolável", disse.
O presidente da Assembleia Municipal deixou ainda um apelo à união de todos os órgãos locais para "exigir uma resposta do Estado à altura da catástrofe, em termos económicos e sociais, que estes episódios climatéricos geraram".
Os dois responsáveis máximos do concelho também não esqueceram as consequências da pandemia e deixaram palavras de apreço a todos os que têm estado na linha da frente da resposta social e de saúde.
Em jeito de balanço, Paulo Fernandes lembrou a cooperação e convergência entre municípios, as políticas seguidas e as medidas lançadas pela autarquia, bem como o trabalho, o esforço e o compromisso total de entidades, instituições e de muitos profissionais de várias áreas.
Um reconhecimento coletivo que foi expresso nos discursos e que o município "personalizou" nos profissionais de saúde da Cova da Beira, através da atribuição da Medalha de Ouro da Cidade.
A distinção ficará exposta no salão nobre dos Paços do Concelho do Fundão, mas hoje foi simbolicamente entregue à coordenadora da Autoridade de Saúde da Cova da Beira, Henriqueta Forte, ao presidente do Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira, Manuel Geraldes, e ao presidente do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, João Casteleiro.
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