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Economia 26 de outubro de 2020

Escola de queijeiros abriu em Castelo Branco e Viseu

Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa

A sessão pública de abertura da escola de queijeiros decorreu esta 2ªfeira, dia 26 de Outubro, em Castelo Branco, sendo que 21 formandos vão ter formação nas Escolas Superiores Agrárias de Castelo Branco e de Viseu.

A escola de queijeiros, uma ação formativa que decorre no âmbito do Programa de Valorização da Fileira dos Queijos da Região Centro, tem como objetivo a capacitação para o conhecimento das principais técnicas de produção de queijo de Denominação de Origem Protegida (DOP), nas regiões da Serra da Estrela, Beira Baixa e Rabaçal.

Para as 20 vagas disponíveis, foram recebidas 58 candidaturas, as quais foram sujeitas a um processo de seleção, sendo que no total foram admitidos 23 formandos e matriculados 21, 11 pertencentes à DOP da Beira Baixa, 7 à DOP da Serra da Estrela e 3 à DOP do Rabaçal.

A ação é coordenada pelos Institutos Politécnicos de Castelo Branco e de Viseu e a formação vai ser ministrada pelas respetivas Escolas Superiores Agrárias destas duas instituições públicas de ensino superior.

"Este projeto é um dos melhores exemplos de coesão. Temos que voltar a ser um país produtor e temos que qualificar e restabelecer o que já temos e não andar a fazer multiplicações desnecessárias", afirmou a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

A governante, que se deslocou a Castelo Branco, para presidir à sessão pública de abertura da escola de queijeiros, sublinhou que este tipo de iniciativas não produz efeitos imediatos, precisam de tempo para apresentarem resultados.

Realçou ainda o papel que as câmaras municipais tiveram neste projeto, bem como as instituições de ensino superior público, nomeadamente, os dois institutos politécnicos envolvidos, o de Castelo Branco e o de Viseu.

Ana Abrunhosa sublinhou também a importância que o Governo quer e está a dar aos setores agroalimentar e agroindustrial e à importância que estes têm para o país, onde o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA) instalado em Castelo Branco tem um papel fundamental.

Visando incentivar o empreendedorismo na área da produção agroalimentar, existe o concurso "Vale Pastor", que visa atribuir 15 vales no valor de 5.000 euros aos empreendedores que tenham concluído com sucesso a iniciativa Escola de Pastores, já instalados ou que se queiram instalar na atividade da agropastorícia para produção de leite e seu fornecimento a queijarias que produzam queijos com DOP na região Centro.

Já no concurso "Vale Pastor+", vão ser atribuídos 115 vales no valor de 2.500 euros, a empreendedores produtores de leite, que forneçam ou que queiram passar a fornecer este produto a queijarias com produção de queijo com DOP e que apresentem o leite de melhor qualidade.

O Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro iniciou-se em 01 de janeiro de 2019, envolve um investimento total de 2,7 milhões de euros, sendo que 2,3 milhões correspondem a este programa, financiado em 85% pelo Centro 2020, e 428 mil euros dizem respeito à iniciativa Rota Turística e Gastronómica Queijos da Região Centro, financiada em 65% através do Valorizar.

Na globalidade, o projeto envolve um total de 14 entidades da região Centro, das quais quatro comunidades intermunicipais (Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Região de Coimbra e Viseu Dão Lafões), cinco associações do setor, dois institutos politécnicos (Castelo Branco e Viseu) e o Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior.

A iniciativa abrange a produção de queijos DOP da Serra da Estrela, da Beira Baixa e do Rabaçal.

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