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Economia 3 de dezembro de 2020

Castelo Branco: Câmara investe 60 mil euros em estudo complementar ao "CasteloBrancoApoia"

Por: Diário Digital Castelo Branco

No âmbito dos 1,6 milhões de euros para apoio à economia a execução do segundo pacote financeiro do programa "CasteloBrancoApoia", que inclui um conjunto de medidas extraordinárias destinadas à economia do Município, como o Diário Digital já adiantou www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/55193/castelo-branco-disponibiliza-16-milhoes-de-euros-para-apoio-a-economia, a autarquia encomendou um estudo sobre o Plano de Ação para a Recuperação Económica do tecido económico do Concelho, no contexto pós-covid.

 

O estudo foi adjudicado por 60 mil euros e envolveu a realização de um inquérito a 100 empresas, reuniões com 20 empresários e com a autarquia.

No trabalho da consultora Deloitte, que presta de serviços de auditoria e garantia, consultoria, assessoria financeira, assessoria de risco e serviços fiscais, verificou-se que 75% das empresas diminuíram o seu volume de negócios devido à pandemia, mas 50% dos empresários mantiveram os postos de trabalho.

Segundo o estudo, a expetativa dos empresários do concelho é de que só daqui a dois anos voltem a ter níveis económicos idênticos aos que tinham antes do aparecimento da Covid-19.

O Plano prevê dez medidas que poderão ajudar o desenvolvimento económico no município a longo prazo e que poderão criar um cluster logítico, tirando partido do futuro IC31 (autoestrada entre Castelo Branco e a fronteira das Termas de Monfortinho, que colocará a cidade albicastrense com excelentes ligações a Lisboa e Madrid); desenvolvimento de um cluster industrial no âmbito da economia circular; criar uma zona livre tecnológica para empresas tecnológicas e digitais; mapear espaços que possam receber investimento privado; estabelecer parcerias com empresa referência no setor tecnológico; criar uma plataforma da diáspora albicastrense que possa apoiar na captação de investimento estrangeiro; constituir um Conselho Económico Consultivo que envolva empresários notáveis; dinamizar projetos transfronteiriços com municípios espanhóis; a digitalização de processos de interação com o investidor e preparar clusters estratégicos; e a criação de uma plataforma de apoio no acesso aos fundos comunitários de suporte aos atuais e futuros investidores.

Segundo Rui Giro, gestor da Deloitte, este estudo tem como objetivos estratégicos “a atração  de novas empresas; aumentar a competitividade através da redução de custos de contexto; promover a atração, retenção e formação de pessoas; e minimizar o efeito da pandemia junto dos diferentes operadores económicos”.

O estudo refere ainda que, o tecido “empresarial do concelho é constituído, maioritariamente por microempresas, tendo 9,4% de pequenas empresas; 1,2% de médias e 0,3% grande empresas”. Os dados recolhidos revelam ainda que 80% do volume de negócios do concelho provém da indústria, grossistas, retalho, serviços gerais, transporte e construção.

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