Por: José António Baleiras
Questionado sobre mensagens que têm chegado à redação do Diário Digital Castelo Branco (DDCB) sobre a suspeita do alojamento da mão de obra estrangeira que a empresa SILVAPOR concede aos seus colaboradores, José Adelino Gameiro, proprietário da Silvapor - Ambiente & Inovação, Lda declara que o caso de Odemira é abominável e garante que na sua empresa não há comparação possível com aquilo que se passou em Odemira.
O empresário, ex-Presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa e candidato independente à Câmara Municipal de Idanha-a-Nova pelo Movimento Para Todos” (MPT), refere que as questões que o DDCB lhe colocou em relação a este assunto, diz ser muito complicado comentar o que se conhece apenas pela comunicação social. No entanto, naturalmente que enquanto empresário, enquanto ex dirigente empresarial, candidato e cidadão o preocupa todas as situações de exploração de seres humanos.
O aspeto que que diz conhecer pela sua experiência profissional é o da necessidade do recurso a trabalhadores estrangeiros que é comum, quer se queira quer não, a todos os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.
Com a evolução das sociedades, do nível de educação e de formação dos seus cidadãos, diminui a quantidade de pessoas que se dispõem a fazer alguns trabalhos, designadamente os mais duros, de maior exposição às condições atmosféricas, de maior esforço físico, etc. Como esses trabalhos precisam de ser feitos, o recurso à mão de obra de nacionais de outros países torna-se, por vezes, uma necessidade.
Gameiro afirma que poderia dar como exemplo os trabalhos agrícolas, de construção civil, de limpeza e diversos trabalhos não qualificados, para os quais é cada vez mais difícil encontrar portugueses dispostos a fazê-los. Só isso justifica que apesar de Portugal ter cerca de quatrocentos mil desempregados, existam mais de meio milhão de estrangeiros que aqui residem porque há cá emprego para eles.
O proprietário da Silvapor, Lda declara que se tem dito e escrito sobre Odemira com qualquer outra situação só porque existe em comum a contratação de mão de obra estrangeira é, salvo o devido respeito, comparar o incomparável. A linha a traçar é outra. "É a que separa as empresas que cumprem a lei e respeitam os direitos dos trabalhadores, seja qual for a nacionalidade deles, é a nossa postura só pode ser de forte repúdio", afirma.
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