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Região 31 de julho de 2021

Autárquicas2021: Desertificação e emprego são principais problemas de Castelo Branco

Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Castelo Branco nas eleições autárquicas, Margarida Paredes, afirma que a desertificação populacional e a criação de emprego são problemas fundamentais do concelho.

"Acabámos de tomar conhecimento, através dos Censos 2021, que o concelho de Castelo Branco em 10 anos perdeu 3.837 pessoas. Os problemas da desertificação populacional e da criação de empregos estão entrelaçados, e são dos maiores problemas do concelho”, afirmou a bloquista na apresentação da sua candidatura, em Castelo Branco.

Margarida Paredes disse que não se pode ignorar a atual crise social e que a pandemia da covid-19 trouxe mais desigualdade, “o que obriga a autarquia a monitorizar e a responder aos fenómenos de pobreza”.

E, neste âmbito, adiantou que o BE tem como prioridade aumentar os apoios sociais aos mais carenciados para mitigar as consequências da pandemia.

“Não há fixação de jovens no município [Castelo Branco] enquanto o trabalho for precário e não houver empregos bem remunerados. A universidade vê os seus melhores alunos, jovens qualificados, partir para o litoral ou para o estrangeiro, enquanto os empresários se queixam de falta de mão-de-obra”, salientou.

Margarida Paredes sublinha que em Castelo Branco existe o Centro de Empresas Inovadoras (CEI), mas que este, “para ser eficaz, necessita de ser acompanhado por um grande pacote de apoios e incentivos destinado a atrair jovens ‘Millennials’ das cidades litorais ou do estrangeiro”.

A requalificação de aldeias desertificadas e de zonas degradadas do município de Castelo Branco é outra das “grandes preocupações” do BE.

De entre um conjunto de medidas a implementar, os bloquistas comprometem-se a disponibilizar aos jovens investidores, ou famílias jovens, habitações renovadas nas aldeias desertificadas do concelho, assim como a requalificar as casas abandonadas ou em ruínas na zona histórica do castelo, implementando uma política de rendas acessíveis e comparticipadas.

“Será concedido um subsídio de instalação a fundo perdido e subsídios de maternidade. As rotas dos transportes públicos serão alargadas em número e após as 22:00. As redes de Internet e telemóvel serão reforçadas sobretudo nas aldeias desertificadas. A rede de ciclovias será expandida”, frisou a candidata do BE à Câmara de Castelo Branco.

O clima e o ambiente integram também a agenda do partido, incluindo a resposta às alterações climáticas e a transformação da paisagem do concelho, sobretudo nas áreas consumidas pelos incêndios florestais.

“Defendemos que as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que a câmara vai receber devem servir para investimento na requalificação do território e da floresta. É preciso transformar a paisagem do nosso concelho e investir nas áreas que têm ardido, substituir os eucaliptos por espécies de crescimento lento para adaptar as nossas florestas às alterações climáticas”, afirmou.

Já para os idosos, o BE quer criar um sistema de transportes municipal gratuito para deslocações aos serviços de saúde e distribuição de medicamentos, assim como introduzir transportes a pedido para pessoas com mobilidade reduzida.

“Apoiamos a criação de uma rede pública de ‘cohousing’ e lares municipais. Iremos também desenvolver programas de apoio aos cuidadores informais”, prometeu.

Na educação, Margarida Paredes compromete-se com a inclusão das comunidades migrantes nas escolas, distribuição de computadores e acesso à internet a alunos carenciados, assim como bolsas de estudo para a comunidade cigana.

“Contrataremos mediadores escolares oriundos das comunidades racializadas e reforçaremos a formação de alunos e alunas com necessidades especiais”

Quanto ao setor da cultura, a candidata bloquista quer “dignificar e promover” a rede de judiaria, e no capítulo dos direitos humanos defende a implementação de um Plano Municipal para a Igualdade para “combater a discriminação de comunidades racializadas, como os negros e ciganos, ou de minorias como a comunidade LGBTI+”.

O deputado José Manuel Pureza esteve presente no lançamento dos candidatos do BE: Sílvio Lopes, à Assembleia de Freguesia; José Ribeiro, à Assembleia Municipal e Margarida Paredes, à Câmara de Castelo Branco. 

O deputado bloquista defendeu que há uma diferença importante na candidatura do BE, em relação ás restantes.

“Esta candidatura vem às eleições para unir a esquerda e não para jogar em divisões entre grupos desavindos, sem que se perceba porque é que são desavindos. Esta candidatura é querida pelas pessoas do BE, que compreendem e reconhecem o trabalho do BE e não uma candidatura imposta pela direção nacional do BE, como acontece com outras forças políticas no concelho de Castelo Branco”, salientou. 

Nas eleições de 2017, o PS conquistou cinco mandatos em Castelo Branco, enquanto o PSD elegeu dois vereadores.

Na corrida à presidência da autarquia, além de Margarida Paredes (BE), foram até agora anunciadas as candidaturas de João Belém (PSD/CDS-PP/PPM), Rui Paulo Sousa (Chega), Luís Correia (MI – Sempre – Movimento Independente), Rui Amaro Alves (MI – Castelo Branco Merece Mais), Felicidade Alves (CDU) e Leopoldo Rodrigues (PS).

As eleições autárquicas realizam-se a 26 de setembro.

 

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