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Região 1 de agosto de 2021

Malpica do Tejo: Dezenas de pessoas receberam deputado do BE ao visitar caminhos de acesso ao Tejo cortados

Por: Diário Digital Castelo Branco

José Manuel Pureza, deputado da Assembleia da República do Bloco de Esquerda (BE), deslocou-se na passada 6ªfeira, dia 30 de julho, a Malpica do Tejo para conhecer o local onde foi impedido a circulação em vários caminhos públicos em direção ao rio Tejo, depois da colocação de portões por parte dos seus proprietários. 

Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, o deputado, que se fez acompanhar dos candidatos às Autárquicas2021 do BE no concelho de Castelo Branco, foi recebido em Malpica por largas dezenas de pessoas.

José Manuel Pureza começou por referir que “aquilo que é do povo, é do povo. Aquilo que é comum, é comum! E portanto quem se apropria daquilo que é comum, quem fica para si fechando, vedando, para impedir que as pessoas que sempre o usaram, tanto quanto eu sei desde o século XVI, estes caminhos de acesso ao Tejo, evidentemente que está contra a lei e contra o povo”.

Para o deputado, “as serventias que sempre foram utilizadas pelo povo, têm de continuar a ser utilizadas pelas pessoas e não podem deixar de ser. É um desrespeito brutal por toda a gente que ao longo de várias gerações, utilizaram estes caminhos”, afirma.

O bloquista salientou a questão do cais de embarque que “foi construído com dinheiro úblico, foi inaugurado por um primeiro-ministro que até é do distrito”, acrescentando que “na verdade houve um investimento de dinheiro público, dinheiro de todos nós para criar um serviço para as pessoas e agora está vedado”.

José Manuel Pureza anunciou que o Grupo Parlamentar do Bloco “deu entrada na Assembleia da República uma pergunta ao Governo dirigida ao Ministério do Ambiente e a mesma pergunta dirigida ao Ministério das Infraestruturas, porque os dois ministérios têm a ver com esta situação, e nessa pergunta mais do que tudo foi para denunciar esta situação, portanto tornar pública a nossa indignação com esta situação e exigir ao Governo que reponha os direitos do povo sobre estes caminhos”, lê-se no texto da nota de imprensa.

 

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