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Região 8 de setembro de 2021

Autárquicas/Castelo Branco: Candidata do BE quer combater crise e despovoamento

Por: Diário Digital Castelo Branco

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à presidência da Câmara de Castelo Branco, a antropóloga e escritora Margarida Paredes, promete trabalhar em prol do desenvolvimento do concelho, no qual identifica como principais problemas o despovoamento e a falta de emprego.

Margarida Paredes, de 68 anos, sublinha que os Censos de 2021 (dos quais são conhecidos os resultados preliminares) permitiram perceber que o concelho de Castelo Branco perdeu em 10 anos 3.837 pessoas.

“Os problemas da desertificação populacional e da criação de empregos estão entrelaçados, e são dos maiores problemas do concelho”, afirmou a bloquista na apresentação da sua candidatura, em Castelo Branco.

Margarida Paredes, depois de se reformar, regressou do Brasil e radicou-se em Castelo Branco há dois anos, querendo agora contribuir para o seu desenvolvimento, bem como para dar o exemplo a outras mulheres, mostrando-lhes que o poder autárquico, ao seu mais alto nível, não tem de ser só exercido por homens, como tem acontecido até aqui no concelho.

"Fui muito bem recebida em Castelo Branco e desejo retribuir a confiança aos munícipes, trabalhando em prol do desenvolvimento do concelho, investindo na qualidade de vida das pessoas e tornando o concelho mais sustentável", afirmou à agência Lusa.

Membro do Livre, a candidata decidiu candidatar-se na lista do BE na capital de distrito por considerar que esta é "aberta e inclusiva", e por compartilhar "ideias e valores" do programa autárquico do partido.

"Como mulher, senti a obrigação de me chegar à frente e candidatar-me à Câmara de Castelo Branco para dar o exemplo às adolescentes e meninas do município. A representatividade de género conta e tem consequências na vida das mulheres. Como as meninas albicastrenses poderão sonhar em chegar ao topo se só veem homens no centro do poder?", questionou.

Se for eleita, promete dar grande atenção na resposta à crise provocada pela pandemia de covid-19, bem como às aldeias do concelho, com a implementação de um programa de revitalização que inclua "apoios e incentivos" destinados a atrair jovens para viver no interior.

A candidata referiu que não se pode ignorar a atual crise social e sublinhou que a pandemia da covid-19 trouxe mais desigualdade, “o que obriga a autarquia a monitorizar e a responder aos fenómenos de pobreza”.

E, neste âmbito, o Bloco de Esquerda tem como prioridade aumentar os apoios sociais aos mais carenciados.

"Entre as medidas a implementar, estará um subsídio de instalação a fundo perdido, casas requalificadas pela autarquia com melhoria energética e de arrendamento reduzido, crescimento da rede de transportes regulares e a preços reduzidos, reforço da rede móvel e internet, e incentivo pecuniário à natalidade", revelou.

A implementação de um plano municipal de resposta às alterações climáticas, assim como a criação de mecanismos de intervenção em casas de famílias carenciadas, a requalificação e revitalização do centro histórico, a criação de um programa de habitação académica certificada e o apoio aos idosos são outras das metas que quer concretizar.

O trabalho, a cultura, o desporto, as escolas e as infraestruturas são outras áreas igualmente contempladas no programa desta candidatura.

“Não há fixação de jovens no município enquanto o trabalho for precário e não houver empregos bem remunerados. A universidade vê os seus melhores alunos, jovens qualificados, partir para o litoral ou para o estrangeiro, enquanto os empresários se queixam de falta de mão-de-obra”, salientou.

Nas eleições de 2017, o PS, liderado por Luís Correia, conquistou cinco mandatos, enquanto o PSD elegeu dois vereadores. O atual presidente do executivo é José Alves.

As eleições autárquicas realizam-se em 26 de setembro.

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