Por: Diário Digital Castelo Branco
O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/PPM à Câmara Municipal de Castelo Branco, João Belém, professor jubilado, quer mudar a forma de fazer política e afirma que a sua candidatura pode fazer a diferença, aproximando a gestão autárquica das pessoas.
Em declarações à agência Lusa, João Belém afirma que "Estamos a estruturar uma nova forma de pensar numa cidadania participativa, através de projetos estruturados na participação de todos os munícipes".
A cada dia, diz, os cidadãos afastam-se mais da política, quando o problema está nas pessoas que a protagonizam: “E é aqui que a minha candidatura pode fazer a diferença, aproximando a política das pessoas, aproximando o político dos problemas das pessoas".
No entender do candidato, as estruturas criadas no concelho de Castelo Branco "não foram suficientes para fixar as pessoas" e "não houve criação de riqueza".
"Queremos que o emprego precário e as baixas remunerações, que têm caracterizado o concelho de Castelo Branco nos últimos anos, deem lugar ao emprego qualificado e a salários dignos", sublinha.
João Belém refere que, apesar de o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para os prédios urbanos se situar no mínimo permitido por lei (0,3%), "é possível isentá-lo por certos períodos", dando como exemplo o centro histórico.
Defende ainda a devolução do Imposto sobre os Rendimentos Singulares (IRS) na totalidade e a redução de taxas municipais, sobretudo na água.
Já no que diz respeito à coesão social, o candidato entende que uma política de família "é fundamental para as pessoas sentirem que têm condições de qualidade de vida".
O professor jubilado defende a gratuitidade das creches e o reforço da rede de Internet em todo o concelho, e diz que o associativismo precisa de ser dinamizado.
Quer ainda que seja feita uma carta social para Castelo Branco, com um levantamento das instituições existentes, de modo a evitar a duplicação de apoios.
A criação de equipas multidisciplinares nas freguesias (na saúde e na educação, com assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e médicos) é outro dos objetivos a que se propõe.
Na saúde, lamenta a perda de centralidade e de valências na Unidade Local de Saúde de Castelo Branco e quer "criar condições para fixar médicos, pois estão a perder-se bons profissionais".
No desporto, diz que há infraestruturas que precisam de ser rentabilizadas e afirma que o setor do turismo precisa de incentivos "a todos os níveis".
"O investimento no imaterial não está devidamente rentabilizado, pois falta uma monitorização cuidada", conclui.
Licenciado em Matemática no Ramo Educacional pela Faculdade de Ciências de Lisboa, em 1977, o professor jubilado, de 67 anos, natural de Portalegre, exerceu a docência no ensino superior e no ensino secundário.
Foi ainda diretor regional adjunto da Direção Regional de Educação do Centro (DREC) e esteve na implementação dos Centros de Área Educativa (CAE).
João Belém foi deputado na Assembleia da República pelo PSD na V Legislatura e, durante anos, integrou a distrital e a concelhia do PSD de Castelo Branco.
A definição do cabeça de lista social-democrata no concelho não foi um processo pacífico no partido: as estruturas da concelhia e da distrital discordaram da escolha, que acabou por ser anunciada pela estrutura nacional.
A última vez que o PSD conquistou o município de Castelo Branco foi no escrutínio de 1993, com César Vila Franca. Em 1997, o PS ganhou a presidência, com Joaquim Morão, e desde então o executivo é liderado pelos socialistas.
Nas eleições de 2017, o PS, liderado por Luís Correia, conquistou cinco mandatos, enquanto o PSD elegeu dois vereadores. O atual executivo é liderado por José Alves.
As eleições autárquicas realizam-se em 26 de setembro.
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