Por: Diário Digital Castelo Branco
dirigente sindical Felicidade Alves é a candidata da Coligação Democrática Unitária (CDU) à presidência da Câmara de Castelo Branco e promete um projeto diferenciador, focado num desenvolvimento sustentável e com serviços públicos que melhorem a qualidade de vida.
"A CDU tem um projeto autárquico notável e é esse movimento que eu gostaria de ver representado no nosso concelho", afirmou, em declarações à agência Lusa.
Com 70 anos, a candidata é professora aposentada e deu aulas do 1.º ciclo de ensino em Castelo Branco e Idanha-a-Nova.
Ao nível político, pertence à Comissão Concelhia de Castelo Branco do PCP e exerceu funções autárquicas como eleita pela CDU na Assembleia de Freguesia de Castelo Branco, durante três mandatos, sobretudo na década de 1990.
Integra a Comissão de Reformados e a Comissão para a Igualdade da União de Sindicatos de Castelo Branco, e é dirigente no Sindicato de Professores da Região Centro.
Agora, apresenta-se como primeira candidata da CDU à Câmara de Castelo Branco num projeto que diz estar claramente "ao lado dos trabalhadores e do trabalho".
A cabeça de lista quer ter “mais eleitos nas freguesias e na sede de concelho”, e espera que os eleitores vejam na coligação um “projeto de honestidade”.
“Somos um projeto diferenciador para o interior, pela coesão entre freguesias e cidade, num desenvolvimento sustentável e agregador”, sublinhou.
Preconiza uma "gestão participada em conjunto com as juntas de freguesia do concelho, numa ideia global de desenvolvimento harmonioso e sustentável".
"Somos pela gestão pública dos serviços municipais, da água, da recolha e do tratamento de resíduos. Também somos pelos transportes urbanos no domínio municipal e somos por serviços que sirvam toda a população", destacou.
Entre as prioridades que terá, caso seja eleita, está uma maior atenção para os bairros da cidade e o objetivo de travar o "abandono" de algumas zonas, com especial relevo na área do castelo, onde, diz, é preciso intervir para criar melhores condições de vida aos habitantes e para dar uma nova dinâmica.
“Gostava que os eleitores vissem na CDU um conjunto de homens e de mulheres aglutinadores, interessados em servir o povo e não para se servirem a eles mesmos. Estamos conscientes de que o poder local é uma força de futuro”, frisou.
Felicidade Alves realçou ainda o elevado número de candidaturas à Câmara de Castelo Branco – no total, há sete cabeças de lista à presidência.
“Haver muitos candidatos é bom. É sinal de que a democracia está a funcionar. É bom que as pessoas se interessem pelo poder local democrático. Somos pela defesa do poder local democrático e pelas conquistas de Abril”, sublinhou.
Segundo a professora aposentada, a CDU, que não tem vereadores no município, tem mais de uma centena de candidatos a concorrer nas suas listas em nove freguesias do concelho.
“Somos mais de 100 candidatos, entre militantes do PCP, PEV e independentes, que se propõem desenvolver o projeto da CDU com trabalho, honestidade e competência no concelho e para que o desenvolvimento local seja mais harmonioso”, reiterou.
A lista à assembleia municipal é encabeçada por Carina Caetano, de 37 anos, professora e também ligada ao sindicalismo.
Nas eleições de 2017, o PS, liderado por Luís Correia, conquistou cinco mandatos, enquanto o PSD elegeu dois vereadores. Atualmente o executivo é liderado por José Alves.
As eleições autárquicas realizam-se em 26 de setembro.
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