Por: Diário Digital Castelo Branco
A cabeça de lista da Coligação Democrática Unitária (CDU) à Câmara Municipal de Castelo Branco, Felicidade Alves, aponta a requalificação do Bairro do Castelo como uma das grandes “bandeiras” na corrida autárquica.
Para Felicidade Alves, “o castelo é uma zona linda, foi lá que tudo se iniciou em Castelo Branco e está votado ao ostracismo e ao abandono”.
“Há muitos anos que queremos inverter essa situação, queremos contribuir para a reconstrução qualificada do Bairro do Castelo com equipamentos sociais, se possível com mercearias, serviços de proximidade, casas de artes e ofícios, onde os jovens se possam instalar”, disse.
Reconhecendo ser um problema com décadas, a candidata da coligação PCP/PEV recordou à agência Lusa que a CDU já esteve na autarquia durante 12 anos e as propostas de então “eram as mesmas” que faz hoje.
“Fiz estas propostas para a recuperação do centro histórico com as casas de ofícios e de artes há mais de 20 anos na Assembleia de Freguesia. E falava para o boneco”, lamentou Felicidade Alves.
“É tempo de se cumprir (…), para deixarmos de repetir até à exaustão que é preciso recuperar o centro histórico e deixá-lo com qualidade visual, qualidade de vida” disse.
Outro tópico que quer evidenciar na campanha é o despovoamento e a necessidade de criar condições para a fixação de jovens.
“Sem trabalho qualificado, sem trabalho fixo, com trabalho precário”, não é possível, segundo Felicidade Alves, segurar os jovens no concelho, muitos dos quais, “qualificados, emigram para França, Alemanha, Inglaterra”.
À falta de saídas profissionais junta-se a não existência de casas com rendas acessíveis ou apoiadas.
“Nós propomos que haja casas com rendas acessíveis, para fixar jovens, e rendas apoiadas, para fixar os mais carenciados, os mais necessitados”, afirmou à Lusa.
A gestão camarária, “transparente” e sem “comprometimentos com interesses instalados”, a defesa da barragem da Marateca – “porque é daquela água que bebemos” – e a reversão dos transportes públicos para o município, com a “criação de um passe intermodal que venha a contribuir para a diminuição do custo dos passes e que prepare o caminho para a gratuitidade dos transportes no futuro”, são outras das preocupações que Felicidade Alves quer ver debatidas nesta campanha.
Apesar da chuva, que tem obrigado a alterações no programa de campanha, Felicidade Alves mostra-se confiante na passagem da sua mensagem aos eleitores, pois está “a cumprir uma tarefa importantíssima”.
“O poder local é uma escola de democracia e estou a exercer a cidadania e a democracia em pleno”, acrescentou.
Nas eleições de 2017, o PS conquistou no concelho de Castelo Branco cinco mandatos, enquanto o PSD elegeu dois vereadores.
Na corrida à presidência da autarquia estão, além de Felicidade Alves, Leopoldo Rodrigues (PS), João Belém (PSD/CDS/PPM), Rui Paulo Sousa (Chega), Luís Correia (MI – Sempre – Movimento Independente), Rui Amaro Alves (MPT – Partido da Terra) e Margarida Paredes (BE).
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