Por: Ivo Vladimiro
Devido à Organização Mundial de Saúde (OMS) alertar que o novo Coronavírus ainda não está controlado, com muitas pessoas a crerem erradamente que a pandemia está quase vencida, o Diário Digital Castelo Branco (DDCB) foi ao Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, fazer uma reportagem sobre o atual estado da pandemia na área territorial da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB).
O DDCB foi recebido pela diretora clínica da ULSCB, Eugénia André, com quem falou e nos disse que lamenta a desinformação e as ideias falsas que circulam na internet sobre o Covid-19 declarando que "fez-se a vacinação da população temos uma taxa de pessoas vacinadas muito grande mas a vacinação não dá 100% de imunidade pois o SARS-CoV-2 é um vírus muito transmissível, a vacina ajuda o sistema imunitário da pessoa de forma a que a doença fique menos ativa tendo apenas sintomas leves e não seja preciso haver internamento. A transmissão é muito grande mas o risco foi reduzido mas quem estiver infectado quem testar positivo Covid-19 terá de ficar em confinamento, com o risco de vir a afetar mais pessoas.
As pessoas têm de ter consciência de que se estão em sítios fechados, com várias pessoas, se estão com pessoas que normalmente não estão habituadas a conviver mesmo com o distanciamento é preferencial usar máscara porque o vírus é realmente muito transmissível," afirmou a directora clínica da ULSCB ao DDCB.
A ULSCB vai manter a zona dedicada ao Covid-19 mesmo só tendo neste momento uma pessoa internada no mesma. O Enfermeiro Chefe da ULSCB, Carlos Almeida, disse que foram tempos difíceis e que toda a equipa deu o máximo não se vê como heróis fizeram com o sentido de missão salvar vidas e ajudar a população.
"Nunca tivemos mais de 52 pessoas afetadas na unidade pois fizemos um trabalho junto aos focos onde se estavam a verificar muitos casos de Covid 19, como em lares onde elaborei equipas para darem resposta no local diretamente e só enviarem doentes graves para a unidade hospitalar evitando assim uma maior proximidade com a população e evitado o colapso da resposta da unidade hospitalar."
"No verão tivemos 12 doentes os quais todos eram emigrantes não vacinados da Alemanha Suíça e França que vinham com o espírito anti-vacina e tiveram de ficar internados. Pois apresentavam sintomas muito graves e tiveram mesmo alguns de serem ligados a ventiladores."
O DDCB também falou com a responsável pela Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica da ULSCB assim com outros enfermeiros que estão no serviço dedicado ao novo coronavírus SARS-CoV-2, que nos disseram que a pior situação era mesmo as longas horas em que estavam vestidos com os fatos de proteção, os quais são muito quentes e "estar a trabalhar 12 horas com eles era o pior". Salientaram também que a nível emocional por diversas vezes também não foi fácil e que só se supera devido ao facto de toda a equipa se ter unido muito durante os momentos mais difíceis.
A ULSCB está agora a preparar a face da 3ª dose de reforço da vacina Covid-19 e também a vacinação da Gripe que deverá decorrer nos próximos dias, nos atuais centros de vacinação Covid.
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