Por: Ivo Vladimiro
A Associação de Protecção e Apoio ao Animal Errante (APAAE) e o partido das Pessoas, Animais e Natureza (PAN) dizem existir dezenas de animais em condições miseráveis em canis ilegais em Castelo Branco, assim como, em todo o resto do país.
Em Castelo Branco há vários e o Diário Digital Castelo Branco (DDCB) acompanhou, Rosarinho Almeida, diretora da APAAE de Castelo Branco e Sandra Rodrigues Alves, dirigente local do PAN, numa visita a dois canis ilegais situados no seio urbano da cidade.
Os animais nestes canis ilegais estão em algum mau estado, amontoados em "galinheiros" com poucos metros quadrados, pouca comida, pouca água e a pouca que havia, estava suja.
O inverno está a chegar, o frio já se faz sentir, e, como é habitual, as temperaturas em Castelo Branco chegam aos zero graus e, por vezes, atinge graus negativos.
O canil de Castelo Branco tem autonomia para um elevado número de animais, as condições são próprias, pois foi construído a pensar no bem estar animal pela APAAE que mais tarde veio a ser adquirido pela Câmara Municipal.
Todos conhecem a frase " O cão é o melhor amigo do Homem" mas fica a pergunta. Porque é que as autoridades policiais e a autarquia ainda não tomaram medidas para resolver a situações de canis ilegais que já foram alvo de queixa nas entidades competentes?
Segundo as representantes da APAAE e a dirigente do PAN as queixas caíram em ouvidos moucos sem ações por parte das autoridades que deveriam agir dada a gravidade da situação e Sandra Rodrigues Alves já fez duas queixas no Ministério Público.
O primeiro local que o DDCB visitou é supostamente um canil que está a ser legalizado numa casa que se encontrava à venda por uma imobiliária. Entretanto o imóvel já foi vendido e os animais lá permanecem. O veterinário municipal visitou o local e afirmou que os animais estavam bem " tem comida falta só vacinar e meter chip" o DDCB mostra nas fotografias as evidências.
O Portão fechado com uma corrente e cadeado contém duas cadelas e cerca de dez crias que não tem acesso a luz do dia. Ao lado, estão os machos em gaiolas expostas aos elementos e cheias de dejetos no chão.
O segundo local, localizado em plena zona residencial albicastrense, o DDCB encontrou, mais uma vez, animais sem condições. Aqui o chão estava coberto de lama, dejetos dos animais, água suja e o olhar, mais uma vez de tristeza, estava espelhado no olhar de cada um destes animais cobertos apenas por uma chapa metálica para os proteger dos elementos.
Segundo as representantes que acompanharam o DDCB aos referidos locais , afirmam que "é importante haver respostas das autoridades e de quem tem o dever de agir perante a situação".
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