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Região 17 de dezembro de 2021

Vereador da Câmara de Castelo Branco desafia PS e PSD a defenderem IC31 em autoestrada

Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

O vereador da Câmara Municipal e líder do Movimento Independente - SEMPRE, Luís Correia, desafiou esta 6ªfeira, dia 17 de Dezembro, o PS e o PSD a unirem-se ao Movimento na defesa do perfil de autoestrada para o IC31 e mostrou-se desiludido com as atuais opções.

“Desafio o PS e o PSD para, em conjunto, nos unirmos relativamente ao IC31. Fico completamente desiludido, dado as opções [tomadas] e o que está a ser dito sobre o IC31. Gostava de ver aqui uma união na defesa do IC31 com perfil de autoestrada e a uma exigência de esclarecimentos sobre esta matéria importante para o concelho de Castelo Branco”, afirmou, na sessão pública da câmara, Luís Correia.

A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou, recentemente, um concurso público para a elaboração do projeto de execução do IC31 entre Castelo Branco e Monfortinho, pelo preço base de 1,8 milhões de euros.

O projetado IC (itinerário complementar) 31 pretende ligar a A23, na zona de Alcains (Castelo Branco), à fronteira com Espanha, em Termas de Monfortinho (Idanha-a-Nova), e será constituído por dois troços distintos, assegurando-se um perfil transversal cuja largura da faixa de rodagem se mantém em toda a sua extensão.

O vereador do Sempre Jorge Pio trouxe o tema à sessão pública do executivo, quando perguntou ao atual presidente da Câmara de Castelo Branco, o socialista Leopoldo Rodrigues, qual a sua opinião sobre aquilo que se pretende concretizar para o IC31 e se tinha mais alguma informação de pormenor sobre o projeto.

Leopoldo Rodrigues disse ao vereador do Sempre que “temos a opinião que devia ser [IC1] de faixa dupla [duas faixas de rodagem em cada sentido]”, mas adiantou “que também somos objetivos”.

“Entendemos que até ao dia da publicação do concurso [em Diário da República] batemo-nos por uma estrada [IC31] de ligação de Castelo Branco [A23] a Monfortinho [fronteira]. Todos nos batemos, ao longo do tempo, pelo IC31. Continuaremos a bater-nos pelas quatro faixas de rodagem”, afirmou.

Apesar da resposta, Jorge Pio considerou que o IC31 é um projeto “demasiado importante para estarmos aqui a consolar-nos uns aos outros”.

O vereador do Sempre sublinhou que aquilo que foi publicado em Diário da República (o concurso para a elaboração do projeto), “é uma grande desilusão, uma afronta a Castelo Branco”.

“Precisamos que o IC31 fosse um projeto diferenciador e o seu perfil poderá torná-lo numa estrada perigosa, o que também nos preocupa. Dá ideia também que ninguém quer falar sobre o assunto, quando as coisas estão a acontecer. Gostávamos também de ouvir o PSD sobre este projeto. A nossa obrigação é defender Castelo Branco e o interior”, concluiu

O vereador do PSD, João Belém, respondeu ao repto que lhe foi lançado e deixou bem claro que o IC31, a par com outros projetos, “são problemas que nos preocupam”.

“O PSD tomará, a devido tempo, uma posição sobre este assunto”, frisou.

Luís Correia voltou a trazer à discussão e a insistir no tema da construção das barragens do Barbaído e do Alvito.

“Sobre este tema fizemos cinco perguntas ao presidente da Câmara às quais não obtivemos resposta. Afirmo mais uma vez que o Sempre opõe-se a que sejam os albicastrenses a pagar a barragem [Barbaído]”, sublinhou.

O vereador recordou ainda que o atual presidente do executivo disse que falou com o Governo e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) sobre as barragens do Barbaído e do Alvito.

E, por isso, deixou mais uma questão a Leopoldo Rodrigues: “Dessas conversas e para que os albicastrenses sejam esclarecidos, gostaríamos de saber, qual foi a resposta do Governo e da CCDRC sobre estes temas”.

O presidente do município respondeu que, em devido tempo, o próprio vereador e os albicastrenses serão envolvidos nessa discussão.

“Ao devido tempo, teremos respostas”, concluiu.

Já o vice-presidente do município de Castelo Branco, Hélder Henriques, lamentou que o executivo anterior não tenha acautelado a Estratégia Local de Habitação, no âmbito do 1.º Direito - Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.

Segundo o autarca, por este motivo, o município não pode concorrer a um pacote financeiro dedicado à habitação no valor de mil e 211 milhões de euros, e fica numa situação de fragilidade.

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