Por: Diário Digital Castelo Branco
No passado dia 15 de Dezembro em Conselho Nacional do CDS-PP ficou decidida, sem concordância da Distrital e com os votos contra dos Conselheiros Nacionais representantes da Distrital, a constituição da lista às legislativas de 30 de Janeiro de 2022, não estando nesta representada a lista anteriormente constituída para tal e apresentada à Comissão Executiva do Partido.
Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, no dia 11 de Dezembro a Distrital reuniu por forma a, tal como consta dos respetivos regulamentos aprovados anteriormente em Conselho Nacional, elaborar uma proposta de lista candidata ao ato eleitoral de 30 de Janeiro onde estivesse garantida a representatividade dos Concelhos presentes na Comissão Política Distrital e que garantisse, atendendo ao momento político local, as maiores probabilidades de sucesso de uma candidatura do CDS-PP no círculo eleitoral de Castelo Branco.
Contrariamente ao disposto nos regulamentos propostos pela própria Direção Nacional e aprovados em Conselho Nacional, a Comissão Política Distrital não foi ouvida previamente, nem a sua proposta de lista foi alvo de debate.
Apenas a sensivelmente 24 horas do Conselho Nacional de 15 de Dezembro foi, o Presidente da Distrital de Castelo Branco, informado pelo Secretário-Geral Adjunto sobre factos consumados, nomeadamente sobre a imposição do Presidente do Partido e da sua Comissão Executiva de uma candidata cabeça-de-lista por este círculo eleitoral.
Na sequência desta informação, o Presidente da Distrital estabeleceu contacto pessoal com o Presidente e com a Porta-Voz do Partido, no sentido de tentar explanar os motivos que levaram a Comissão Política Distrital a deliberar no sentido da lista proposta e alertar de que seria um erro crasso, não atender às propostas da Distrital.
Inclusivamente, foi, num gesto de boa-fé, proposta a integração da candidata agora cabeça-de-lista, enquanto nº2 da lista aprovada pela Distrital.
Mostrando-se o Presidente do Partido irredutível em relação às propostas da Distrital, deliberou esta Comissão Política entrar em “Black-out” relacionado com a campanha eleitoral até dia 30 de Janeiro de 2022, abstendo-se assim de participar ativamente na campanha eleitoral, bem como de declarar apoio à lista candidata, uma vez que a mesma não representa minimamente a vontade da Distrital.
Ressalva-se que não se trata de um movimento pessoal contra a candidata cabeça-de-lista, a quem a Distrital deseja a maior sorte possível, mas sim, de um protesto contra a forma surreal como o processo de designação de candidatos foi conduzido.
Assim, e considerando que para além da cabeça-de-lista, todos os restantes candidatos foram indicados pela Direção Nacional e tendo alguns deles, inclusive tido um papel ativo contra candidaturas do CDS-PP nas últimas eleições autárquicas, imputa-se a responsabilidade acerca do resultado eleitoral que vier a ser obtido exclusivamente ao Presidente do Partido e à sua Comissão Executiva.
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