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Região 21 de dezembro de 2021

CDS diz que a distrital de Castelo Branco "mente à descarada"

Por: Diário Digital Castelo Branco

André Reis, líder da distrital de Castelo Branco do CDS-PP, acusou a atual direção do partido de ter “imposto” nomes naquele círculo eleitoral, decidindo, por isso, que a estrutura por si liderada não faria campanha ao lado da nacional, como o Diário Digital Castelo Branco noticiou //www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/58630/legislativas-distrital-do-cds-pp-discorda-da-lista-de-candidatos-por-castelo-branco---

A Comissão Nacional do CDS-PP rejeita as acusações e chama-lhes “mentiras descaradas”.

André Reis anunciou que a Comissão Política Distrital do CDS-PP Castelo Branco não iria participar na campanha eleitoral para as legislativas por entender não estar representada nas listas do partido naquele círculo eleitoral. Segundo conta o próprio, foi informado pelo secretário-geral adjunto do partido sobre “atos consumados, nomeadamente sobre a imposição do presidente do partido e da sua comissão executiva de uma candidata cabeça-de-lista por este círculo eleitoral”. Após contacto de Reis com a direção nacional do partido para que estes deliberassem acerca da proposta por si apresentada, esta mostrou-se “irredutível”, relata.

Ao jornal i, João Pinto de Campelos, secretário-geral adjunto do partido, desdiz as declarações de Reis, afirmando ser uma mentira “descarada” que a direção não tenha ouvido a distrital de Castelo Branco”. Segundo relata Pinto de Campelos, a distrital de Castelo Branco é que, “ao querer escolher o cabeça de lista”, decidiu “desrespeitar os critérios que foram aprovados em Conselho Nacional - com 95% dos votos - que atribuem essa decisão à Direção do partido”. “À semelhança do que acontece em todos os distritos, é a direção do partido que escolhe o cabeça de lista - e o André Reis foi o único presidente distrital que afrontou esse critério aprovado em CN” - acrescentou. A direção do CDS-PP explica ter indicado Maria Inês Moreira como cabeça de lista para aquele círculo eleitoral por nele procurar “chamar a atenção para a necessidade de rejuvenescer aquele território”. André Reis terá ficado descontente com a opção - contudo, garante Pinto de Campelos, a estratégia foi-lhe explicada quer por si, “quer pelo líder do partido, apelando-lhe a que compreendesse a escolha da direção”. Rejeitando essa compreensão, Reis fez uma “chantagem à direção: ou era ele o cabeça de lista ou ninguém da sua distritos integrava a lista. A direção não cedeu e, perante isto, todos os membros da distrital abandonaram a lista”. Apesar do caldo entornado, o CDS “obviamente” não “ia deixar de ter lista em Castelo Branco, e por isso a direção do partido preencheu a restante lista com personalidades do distrito". 

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