Por: Diário Digital Castelo Branco
A Câmara Municipal do Fundão terá um orçamento de 35,8 milhões de euros (ME) em 2022, o mais elevado da última década e que aposta na inovação, atração de investimento, saúde, inclusão e ambiente, disse à agência Lusa o presidente daquela autarquia.
O documento representa um aumento de cerca de um milhão de euros relativamente ao deste ano e foi aprovado, por maioria, na Assembleia Municipal, realizada esta segunda-feira, dia 20 de Dezembro.
“É o maior orçamento da década e tem um grande equilíbrio entre as despesas correntes e a componente de investimento”, apontou Paulo Fernandes.
Segundo explicou, a componente do investimento continuará muito ligada à estratégia de inovação, atração de investimento e fixação de pessoas, destacando-se a concretização do Centro de Acolhimento de Empresas Tecnológicas, no coração da cidade.
Nos investimentos de grande dimensão surge ainda a obra do Cineteatro Gardunha.
A saúde é outra das prioridades deste orçamento, onde está inscrita a conclusão do projeto da Unidade de Medicina Nuclear, a melhoria de extensões de saúde do concelho, bem como o apoio à concretização da Unidade de Saúde Familiar no Fundão.
“É também um orçamento que se apoia muito nas parcerias e nas redes, nomeadamente devido ao posicionamento do Fundão como terra de acolhimento, ligado à multiculturalidade e aos programas de inclusão de migrantes”, disse Paulo Fernandes.
A agricultura ligada à inovação é outro dos focos ao nível da criação de valor em rede.
A área da habitação é outra das apostas, desde logo no âmbito do programa 1.º Direito, que já está aprovado num valor de 3,7 milhões de euros e que visa a recuperação de casas degradadas.
A isso juntam-se outros programas com vista à reabilitação de casas para acolher mão-de-obra temporária, bem como a possibilidade de contratualizar habitação a preços controlados, de modo a dar resposta às necessidades do mercado de arrendamento.
Dentro do que está estabelecido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), esta autarquia do distrito de Castelo Branco também inscreveu no orçamento um plano de mudança do sistema de iluminação pública, que passará pela colocação de 'LEDs' no concelho.
“São cerca de 19 mil 'LEDs' que vamos aplicar no concelho e que nos permitirão uma redução de cerca de 70% no consumo elétrico público”, fundamentou, acrescentando que tal permitirá um decréscimo superior a 15% no custo associado, que atualmente ronda os 900 mil euros.
As transferências para as juntas de freguesia também vão ter um aumento de cerca de 20% para que estas possam criar pontos de recolha de lixo volumoso (colchões, eletrodomésticos, etc.) e com isso aumentar a componente de reciclagem, evitando ainda as descargas ilegais.
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