Por: Diário Digital Castelo Branco
A candidatura do Bloco de Esquerda (BE) pelo distrito de Castelo Branco reuniu-se, esta sexta-feira, com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, para ouvir as preocupações da corporação local.
A candidatura do BE pelo círculo eleitoral de Castelo Branco reuniu-se com Paulo Mariano, comandante dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, para ouvir as preocupações desta corporação e para apresentar as propostas do Bloco nesta área.
Paulo Mariano começou por informar que a corporação conta com 74 operacionais no quadro ativo e destes são 27 profissionais que prestam serviço 24 sob 24 horas. Neste momento detém uma Equipa de Intervenção Permanente, mas a partir de março irá ter disponível mais uma.
O território abrangido pela corporação é considerado uma zona multi-risco, já que para além da grande mancha florestal, que representa um risco elevado, também tem 50 quilómetros de zona pluvial devido às albufeiras de Castelo Bode e da Bouça. A isto ainda se soma o trabalho de reforço que presta à área da Sertã, nomeadamente em auxílio ao IC8.
Existem dificuldades para a aquisição de veículos de combate aos incêndios florestais, já que os valores andam à volta de 170 mil euros. Para obter estes equipamentos têm de recorrer a fundos comunitários e nem sempre abrem concursos, agravando que o Programa de Recuperação e Resiliência não prevê nenhum apoio neste sentido.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim criticou uma estrada que há muito é exigida a requalificação pelo BE, nomeadamente a Estrada Nacional 238, já que precisa de obras urgentes e estruturais.
Para o Bloco, os incêndios rurais são a face mais visível das alterações climáticas em Portugal. Os problemas de despovoamento, desertificação e aumento de área de monocultura mantêm-se, sendo agravados pela crise climática.
O partido considera urgente a conclusão do Cadastro da Propriedade Rústica, a redução da área de monocultura no âmbito de um plano reflorestação nacional, capacitar os pequenos proprietários florestais, reforçar os meios humanos e tecnológicos das estruturas de prevenção e combate aos incêndios rurais, tal como criar remunerações justas para os profissionais desta área.
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